A Globo não vai me calar: ajude o blogueiro Marco Aurelio Mello

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Vítima da cruzada judicial promovida pelo diretor de jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel, contra blogueiros e jornalistas que destoam da visão única que impera no monopólio midiático, Marco Aurelio Mello publicou texto relatando seu caso. Processado e condenado por um texto de ficção, Mello se vê, agora, obrigado a indenizar Kamel num típico caso de judicialização da censura.

Contando com a solidariedade de amigos e simpatizantes de sua causa, Mello lançou campanha de arrecadação coletiva para evitar a asfixia financeira, expediente utilizado com frequência por Kamel para calar as vozes dissonantes. Saiba como ajudar: https://www.catarse.me/condenado_d176?ref=project_link

Em 2014, blogueiro participou de debate e 'churrascão da solidariedade' promovido pelo Barão.Em 2014, blogueiro participou de debate e 'churrascão da solidariedade' promovido pelo Barão.

 

Entenda o caso

Em um dos dois processos movidos contra o blogueiro, Kamel foi derrotado. Relembre aqui e entenda o caso. Ainda em 2014, o Barão de Itararé promoveu o debate TV Globo: Do golpe de 1964 à censura hoje. Na ocasião, ocorreu o Churrascão da Solidariedade, justamente para ajudar o blogueiro a cobrir os altos custos processuais. 

Abaixo, leia a íntegra do texto de Marco Aurélio Mello. Até o fechamento desta matéria, a campanha já havia batido 

A Globo não vai me calar!

A Globo é nefasta, seu jornalismo manipula a opinião pública e ela persegue funcionários e ex-funcionários. Sou vítima disso. Trabalhei lá por 12 anos como editor.

Vi de perto como são tomadas as decisões. Como as notícias são preparadas e como muitas são escondidas.

Nas eleições de 2006, por exemplo, eles fizeram de tudo para derrotar Lula e não conseguiram. Em 2010 foi a vez de Dilma. Quem não se lembra do episódio da “bolinha de papel”?

Por não concordar e denunciar tantos abusos fui perseguido quando estava lá dentro, demitido sem justa causa e depois processado pelo número 1 do jornalismo, Ali Kamel, que tenta calar todos aqueles que o criticam.

Foi assim com Luiz Carlos Azenha, Paulo Henrique Amorim, Luis Nassif, Rodrigo Vianna, Miguel do Rosário e vários outros.

Veja o que disse o jornalista Paulo Nogueira em 2014:

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/os-process…

No meu caso, fui condenado por um texto de ficção. Sim, ficção! São dois processos. Um eu ganhei e ele recorre. No outro, o Superior Tribunal de Justiça acaba de me condenar a pagar uma indenização de mais de 40 mil reais!

A estratégia é esta, silenciar seus opositores pelo bolso. Sou assalariado e advogados custam muito. Estou aqui apelando para parentes, amigos e todos aqueles que consideram minha causa justa.

Segue o link: https://www.catarse.me/condenado_d176?ref=project_link
É muito difícil pedir. Pedir nos deixa vulneráveis, mas sei que muita gente já percebeu que eles têm lado e não é o nosso lado, o lado dos trabalhadores, das pessoas mais simples, daqueles que querem um país menos desigual, mais solidário e fraterno.

Você pode contribuir com quanto quiser. Qualquer valor, por menor que seja, é muito para mim, porque será somado ao de muitos outros.

Não vou desistir de lutar, mas para isso preciso sim de ajuda. Vou continuar produzindo e compartilhando conteúdo de graça na rede, como sempre fiz.

E tenho certeza de que cedo ou tarde este império vai acabar.

Observação:

Pelo Facebook Maurício Ramos Thomaz questionou a decisão. Disse que não é terminativa. O STJ julgou improcendente os Embargos de Declaração. Maurício não está de todo errado. De fato, cabe recurso ao STF, por se tratar de questão constitucional. No entanto, os advogados que me defendem consideram que: 1. O STF não tem boa vontade com causas individuais; 2. Constituir um advogado em Brasília e todas as custas processuais lá implicaria em gastos que podem ser superiores ao valor da indenização. Portanto, a decisão foi não mais recorrer. Infelizmente, a Justiça é para quem tem dinheiro. E não é pouco.

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