Barão convoca reunião para articular solidariedade à Venezuela

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A direita venezuelana sempre apostou na violência e no caos.

Foi assim em 2002, quando manteve Hugo Chavez sequestrado por dois dias, e espalhou o terror com um golpe de Estado que acabou revertido graças à resistência popular. Depois veio o “paro petrolero”, quando a elite se insurgiu contra o governo chavista - que passara a usar a renda do petróleo para promover a redução da desigualdade.

Mais recentemente, após a eleição de Maduro em 2013, vieram ações violentas nas ruas. Essa estratégia se aprofundou nas últimas semanas, com atos de vandalismo que incluíram ataques a tiros contra prédios públicos. Os extremistas usaram até helicóptero num desses ataques!

Não é exagero dizer que a oposição, na Venezuela, caminha para ações de terrorismo puro e simples. Não é exagero, também, lembrar que desde 2002 a oposição tem o apoio aberto dos Estados Unidos para derrubar o chavismo.

Washington já mostrou que é capaz de incendiar e desintegrar países inteiros. Os últimos movimentos indicam que está em curso na Venezuela um movimento radical, que pode criar uma Ucrânia ou uma Síria - bem às portas de nossas fronteiras. 

No Brasil, os atos bárbaros da direita venezuelana são apresentados pela mídia comercial como ações “em defesa da democracia”. Aqui, muitos se deixaram enganar quando essa mesma mídia convocou o povo para as ruas em nome do “combate à corrupção”.

Panelaços, agitação midiática e discurso de ódio: esse foi o coquetel que no Brasil serviu para levar a direita ultraliberal ao poder, com um programa de desmonte das conquistas sociais. Multiplique isso por dez e saiba o que teremos na Venezuela se o terrorismo de direita avançar e derrotar o chavismo.

Não é preciso fechar os olhos para os graves problemas econômicos da Venezuela, nem é preciso aplaudir todos os atos do governo Maduro, para compreender o que está em jogo no país vizinho.

A direita na Venezuela, com apoio dos Estados Unidos e da elite brasileira (comandada pela Globo e pelo PSDB - que chefia o Itamaraty no governo golpista), não tem qualquer interesse em defender a democracia. O projeto - lá como cá - é transformar a América do Sul numa espécie de colônia de Washington.

O chavismo propõe agora uma Constituinte para pacificar o país. A oposição extremista, sob patrocínio dos EUA, promove o boicote ao plebiscito constituinte e segue a incitar à violência.

Convidamos você a manifestar solidariedade ao povo da Venezuela e ao processo que nos últimos 18 anos (apesar de todas as dificuldades) reduziu a desigualdade, eliminou o analfabetismo e transformou aquele país numa Nação independente.

No próximo dia 31 de julho, às 14 horas, discutiremos formas de defender as conquistas populares na Venezuela, após o plebiscito. Venha debater conosco, na sede do Barão de Itararé em São Paulo (rua Rego Freitas, 454, República, SP).

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