Inscrições abertas: O jornalismo de guerra na América Latina

Ligado .

Entre os dias 23 e 26 de outubro, o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé promove curso com o tema O jornalismo de guerra na América Latina. Serão quatro noites (das 19h às 22h) com quatro nomes gabaritados e reconhecidos para discutir a conjuntura política, a onda conservadora e os horizontes da resistência no continente, além do papel jogado pelos meios de comunicação nesse cenário. O curso, que contabiliza 12 horas, conta com certificado e tem apoio de Opera Mundi e Cebrapaz.

A proposta da atividade é traçar um breve panorama das relações entre mídia, democracia e geopolítica na região, produzindo subsídios para os participantes compreenderem e refletirem sobre o processo histórico, as lutas e os desafios colocados para os povos do continente. Confira a programação completa:

Gleisi Hoffmann: 'Mídia democrática é fundamental para a democracia'

Ligado .

Em vídeo publicado em sua página no Facebook, a senadora e presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) Gleisi Hoffmann ressaltou a importância da luta pela democratização da comunicação. "Vocês sabem que é fundamental para a nossa democracia e para o acesso à informação que a mídia seja democratizada", disse. Ela também convidou seus seguidores a conhecerem a campanha #SejaAmigoDoBarão, um esforço coletivo para ajudar o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé a manter e ampliar suas atividades.

Equador sedia Diálogos por uma Internet Cidadã

Ligado .

É realmente a Internet uma ferramenta para democratizar a comnicação e os conhecimentos? Será que grandes empresas como Google, Apple, Facebook, Amazon e Microsoft (GAFAM) oferecem serviços gratuitos apenas com o interesse de nos conectarmos e comunicarmos? O que está por trás disso tudo? Ante essa problemática, nascem os Diálogos por uma Internet Cidadã - NuestrAmérica rumbo al Foro Social de Internet. Trata-se de um espaço para intercâmbio e a construção de uma proposta regional no marco do Fórum Social da Internet, que deve ocorrer na Índia, em 2018. O evento ocorre nos dias 27, 28 e 29 de setembro, no Centro Internacional de Estudos Superiores de Comunicação para América Latina (CIESPAL), em Quito, no Equador.

Coalizão Direitos na Rede lança campanha sobre proteção de dados pessoais

Ligado .

A campanha "Seus Dados São Você" pretende sensibilizar a população e o Parlamento sobre a urgência da aprovação de uma Lei de Proteção de Dados Pessoais no Brasil, tendo em vista os atuais modelos de negócio e a atuação dos poderes públicos baseados na coleta massiva de dados.

Desde o momento em que uma certidão de nascimento é emitida e passa a constar no Sistema Nacional de Informações de Registro Civil, brasileiras e brasileiros passam a ter informações pessoais coletadas e armazenadas em bancos de dados. Ao longo de sua vida, cada vez que um cidadão acessa um serviço público, preenche um cadastro em uma loja, usa aplicações digitais ou interage em redes sociais também gera e compartilha centenas de milhares de dados. Atualmente, a coleta, tratamento e comercialização de dados pessoais, por empresas e governos, são feitas de maneira desregulada, já que o Brasil, ao contrário da maioria dos países, não dispõe de uma lei que proteja esse dados.

AO VIVO: Série Futuros do Brasil debate feminicídio

Ligado .

A cada hora e meia, uma mulher é vítima de feminicídio no Brasil, segundo o estudo Violência Contra a Mulher: Feminicídios, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2013. O feminicídio – tipo de homicídio praticado contra a mulher especificamente devido à condição de gênero – ocorre diariamente, atinge a todas as classes e é hoje um dos maiores problemas de saúde pública do país. Para discutir os desafios do cenário brasileiro e traçar perspectivas, o Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE-Fiocruz) e o Departamento de Direitos Humanos, Saúde e Diversidade Cultural (Dihs/Ensp/Fiocruz), convidaram a juíza Adriana Ramos de Mello, titular do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), para ministrar a palestra Feminicídio – Uma análise sociojurídica da violência contra a mulher. O evento, da série Futuros do Brasil, será realizado em 18/9/2017, às 13h30, no Salão Internacional da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz).

A Lei nº 13.104 de 9 de março de 2015 prevê o feminicídio como circunstância específica e qualificadora do crime de homicídio, enquadrando-o no rol dos crimes hediondos. Considera-se como crime em razão da condição de sexo feminino aquele que envolva violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher. De acordo com o Mapa da Violência 2015 – Homicídio de Mulheres no Brasil, produzido pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) e pela Secretaria Especial de Política para as Mulheres, 50% dos homicídios de mulheres são cometidos por familiares e 32,2% por parceiros ou ex-parceiros.

“Trata-se de uma questão que precisa ser enfrentada. Uma das formas de enfrentar esse cenário é tornando a questão conhecida e divulgada. A informação é uma das formas de se combater a violência”, diz Maria Helena Barros de Oliveira, coordenadora do Dihs/Ensp/Fiocruz. A palestra é parte de um conjunto de inciativas que vêm sendo desenvolvidas pelo departamento sobre questões de gênero. “Buscamos fomentar o debate sobre temas fundamentais e urgentes relacionados à mulher, que vive, ainda, sob a invisibilidade da violência. É importante que possamos discutir para que a violência se torne visível e a sociedade possa lutar contra ela. As mulheres precisam deixar de morrer por serem mulheres”, afirma Maria Helena.

De acordo com o coordenador do Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz, Antonio Ivo de Carvalho, discutir o feminicídio é uma forma de trazer à tona os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), em especial o Objetivo 5, que diz respeito à igualdade de gênero e ao combate à violência contra todas as mulheres e meninas nas esferas públicas e privadas. Antonio Ivo destaca que o Centro está iniciando, no âmbito da Fiocruz, o processo de monitoramento dos ODSs, com vistas ao cumprimento das metas estabelecidas, até 2030. (Luiza Medeiros/CEE-Fiocruz)

Sobre a palestrante Adriana Ramos de Mello
Juíza titular do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ). Vencedora, em 2014, da XI edição do Prêmio Innovare, na categoria Juiz, com o Projeto Violeta, criado com o objetivo de acelerar o acesso à Justiça pelas mulheres em situação de violência doméstica, bem como de aprimorar a qualidade da informação destinada às vítimas. Presidente do Fórum Permanente de Violência Doméstica, Familiar e de Gênero, da Escola da Magistratura do Rio de Janeiro (Emerj). Membro da Comissão Especial de Segurança da Mulher do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim-RJ).


Futuros do Brasil Feminicídio – Uma análise sociojurídica da violência contra a mulher
Palestra: Adriana Ramos de Mello
Departamento de Direitos Humanos, Saúde e Diversidade Cultural (Dihs/Ensp) e Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE-Fiocruz)
Data: 18/09/2017
Horário: 13h30
Local: Salão Internacional (4º andar) da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Rua Leopoldo Bulhões, 1480, Manguinhos, Rio de Janeiro - RJ)

Transmissão pelo blog do CEE-Fiocruz: cee.fiocruz.br