300 prestam solidariedade a Eduardo Guimarães: 'Querem calar a divergência'

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Por Felipe Bianchi

O objetivo da condução coercitiva ilegal de Eduardo Guimarães não é calá-lo, mas sim calar a todos que divergem da Lava Jato, do juiz Sérgio Moro e do Estado de exceção vigente no país. A opinião é do próprio blogueiro, que recebeu cerca de 300 lideranças políticas, jornalistas, ativistas digitais e simpatizantes em ato de solidariedade e em defesa da liberdade de expressão. O encontro aconteceu na noite da terça-feira (21), mesmo dia em que foi levado à força à  delegacia da Polícia Federal no bairro da Lapa, em São Paulo, além de ter celulares e computadores, seus e de seus familiares, apreendidos.

Foto: Felipe BianchiFoto: Felipe Bianchi

Política de drogas e encarceramento é tema de palestra da série Futuros do Brasil

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O desenvolvimento de uma política de drogas orientada pelo viés da assistência social e da saúde pública, bem como os seus efeitos para o sistema prisional brasileiro serão o tema do novo evento da série Futuros do Brasil, realizado pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE-Fiocruz) e o Centro de Estudos Giuliano de Oliveira Suassuna, do Departamento de Direitos Humanos, Saúde e Diversidade Cultural (DIHS/Ensp). O advogado e professor Salo de Carvalho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fará a palestra Política de drogas e encarceramento no Brasil, em 30/3/2017, às 10h, no Salão Internacional da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz). O evento também será transmitido ao vivo pelo blog do CEE-Fiocruz.

“Sem ter estratégias racionais de política de drogas, não é possível combater a atual crise carcerária que o país vive”, afirmou Salo de Carvalho, em entrevista à revista Conjur. “Não vejo solução para a problemática do sistema prisional em curto prazo que não passe por uma mudança na política de drogas e uma reforma brutal das polícias. A nossa polícia é um problema, a militarização dela é um problema. O grau de corrupção é muito grande. Mas uma resposta é certa: não é construindo mais vagas na prisão que se resolverá a questão”, diz o professor, que é pós-doutor em Criminologia pela Universidad Pompeu Fabra (Barcelona, ES), em Direito Penal pela Universitá di Bologna (Bologna, ITA) e em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

Manifesto em repúdio ao abuso da Lava Jato contra blogueiro Eduardo Guimarães

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Blogueiro de larga trajetória no campo das mídias progressistas, o paulistano Eduardo Guimarães foi vítima de mais um abuso da Operação Lava Jato na manhã desta terça-feira (21). Crítico das arbitrariedades do juiz Sergio Moro, o autor do Blog da Cidadania foi levado, por condução coercitiva, de sua casa até o prédio da Polícia Federal, no bairro da Lapa, zona oeste da capital paulista.

Guimarães foi conduzido coercitivamente sem nunca ter se recusado a prestar depoimento. Além disso, computadores e celulares dele e de seus familiares foram apreendidos - incluindo o aparelho de sua esposa, que contém contatos médicos usados no dia-a-dia para tratamento de sua filha, Victoria.

A razão, para mais essa detenção arbitrária e injustificável determinada pelo juiz das camisas negras, seriam investigações da Lava Jato a respeito de um "vazamento" de notícia, por parte de Eduardo Guimarães, a respeito de ações da PF e do juiz Moro contra Lula e o Instituto que leva o nome do ex presidente.

É inacreditável!

O juiz Moro vaza grampos pessois de Lula e de Dona Marisa, vaza grampos da então presidenta da República, Dilma Rousseff. Da mesma forma, a Globo e outros órgãos de informação conservadores vazam todos os dias dezenas de informação. Nenhum jornalista jamais foi conduzido a depor para explicar tais vazamentso. E é bom que seja assim.

Mas por que a regra vale para a Globo e jornais conservadores, e não vale para o blogueiro?

A condução coercitiva de Eduardo Guimarães, com ares de sequestro, deveria preocupar jornalistas e todos aqueles que trabalham com informação no Brasil.

Depois de atacar a democracia, usando funções públicas com nítida intenção partidária, e de destruir partes importantes da economia brasileira, setores da PF, procuradores e o juiz das camisas negras põem em risco a liberdade de informação no país.

O procedimento, além de caracterizar gritante ataque à liberdade de expressão, por tentar calar o blogueiro através da judicialização e da criminalização, reforça a tese de que vivemos um Estado de exceção no Brasil.

A abordagem foi truculenta: agentes fortementente armados esmurraram a porta de sua casa sem nem ao menos interfonar, vasculharam e apreenderam aparelhos eletrônicos e o conduziram à delegacia.

O Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé se solidariza com Eduardo Guimarães e repudia veementemente a grave violação à liberdade de expressão, direito fundamental e imprescindível para qualquer sociedade democrática. Ao serem suspensos direitos básicos como a liberdade de expressão e o amplo direito à defesa, confirma-se também a suspensão da democracia no país. Algo para o qual a Operação Lava Jato parece decidida a contribuir.

Judiciário e mídia promovem Estado de exceção no Brasil

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Por Raphael Coraccini

O Brasil passa por um momento de guerra jurídica, a chamada Lawfare. Os descalabros jurídicos cometidos por promotores, juízes e policiais apontam para um Estado de exceção já consumado. Essa é a interpretação de Valeska Zanin, advogada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Valeska afirma ainda que o Lawfare só é possível quando a mídia participa ativamente da guerra, justificando malfeitos e promovendo seus heróis, como é o caso do juiz Sergio Moro.

Foto: Paulo Pinto/Agência PTFoto: Paulo Pinto/Agência PT