Trabalhadores se unem contra desmonte da Previdência: 'Pedalada na Constituição'

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Foto: Erika CeconiFoto: Erika Ceconi

Por Felipe Bianchi*, para o #VivaVéi

Medida emergencial para estancar um suposto rombo no setor, a proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo de Michel Temer representa um ataque frontal à aposentadoria e, em especial, à classe trabalhadora. A avaliação é feita por especialistas e dirigentes de centrais sindicais que se reuniram nos dias 7 e 8 de fevereiro, em São Paulo, em seminário promovido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Barão de Itararé presta solidariedade a Jean Wyllys

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O Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé repudia veementemente qualquer decisão da Câmara dos Deputados que resulte em suspensão por 120 dias do mandato do deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) por quebra de decoro parlamentar durante a sessão de 17 de abril, quando foi aprovada a admissibilidade do pedido de impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff.

Livro contará histórias da solidariedade brasileira à revolução na Nicarágua

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Autor de livros sobre o papel da mídia e a América Latina, o jornalista Leonardo Wexell Severo, conselheiro do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, está organizando, junto com o seu irmão Leandro, ex-secretário de Comunicação de São Carlos, o livro Nicarágua, a flor mais linda do meu querer. O trabalho, que inclui reportagem fotográfica, relata a história da solidariedade brasileira à revolução sandinista e a luta anti-imperialista. Abaixo, uma pequena entrevista com Leonardo, que continua coletando material para a obra a ser lançada ainda neste ano.

Como surgiu a ideia do livro?

Estivemos dois meses na Nicarágua, no começo de 1987, integrando a Brigada Zumbi dos Palmares, que reuniu militantes de vários partidos e centrais sindicais, para colher café. Muitos jovens nicas - como eram carinhosamente chamados - se deslocavam para a fronteira com Honduras a fim de combater a invasão dos mercenários pagos pelo governo dos Estados Unidos. Por este motivo, nos oferecemos, voluntariamente, para auxiliar na colheita daquele que era o principal produto de exportação do país. Nas montanhas de Matagalpa, na Unidade de Produção Estatal- UPE La Pintada, convivemos um mês com camponeses nicas, com companheiros da França e da Costa Rica. Por todo o país centro-americano, éramos milhares de jovens de todo o mundo que nos somamos nesta empreitada. Depois, fomos para a capital, Manágua, onde tivemos a oportunidade de nos reunir com lideranças do processo revolucionário, conhecer operários, camponeses, religiosos, estudantes e intelectuais, e vivenciar o dia a dia das pessoas.

Por que tanto ódio dos EUA contra aquele processo de mudança?

O fato é que o imperialismo, que apoiou por décadas o clã sanguinário dos Somoza, que havia reduzido o país a um quintal ianque, nunca se conformou em ter perdido a guerra, na qual investiu bilhões de dólares, para a Frente Sandinista de Libertação Nacional- FSLN. É bastante conhecido todo o complexo jogo de poder que envolveu tráfico de drogas e de armas, como ficou evidenciado no caso Irã-Contras.

De onde veio o nome do livro?

“Nicarágua, a flor mais linda do meu querer” pegamos emprestado da belíssima canção de Carlos Mejía Godoy, que até hoje, passados 30 anos, emociona pela intensidade das recordações que carrega. É um termo carinhoso que lembra primavera, beleza, sentimento, esperança. Resgata o significado daquela experiência de afirmação da Pátria Grande com a qual sonharam Bolívar e Sandino.

Neste período em que vocês estiveram por lá, o que mais chamou a atenção?

Ali pudemos ver com nossos próprios olhos o resultado da criminosa intervenção estadunidense, a devastação econômica, conhecer filhos que perderam pais e mães, e pais e mães que perderam seus filhos, incorporar a dor de todas as mortes e horrores causados pela covardia dos invasores. Além de reafirmar a importância da luta anti-imperialista, o livro busca resgatar uma das mais belas páginas escritas pelo nosso povo, em particular pela nossa juventude, que se somou de forma desprendida e abnegada em apoio a um processo que serviu de referência para toda uma geração.

De que forma a obra dialoga com o Brasil de hoje?

Num momento de intensa desideologização, em que um governo entreguista até a medula utiliza os grandes conglomerados de comunicação para vender sua pauta de privatização e retrocessos, buscando matar os sonhos e enterrar a palavra rebeldia, o livro pretende fazer um relato que grite em cada página, mais do que o verbo lutar, o verbo vencer. Sempre apontando que a unidade, a mobilização e a consciência são o que abre caminho para a vitória.

Quem tiver algum material deste período, como fotos e recortes de jornais, pode colaborar com o livro?

Claro. Estamos conversando com vários brigadistas e recolhendo fotos e histórias do período, pois o objetivo é passar a visão mais ampla possível do que foi aquele movimento de solidariedade. Não queremos falar apenas a respeito do que vimos lá, das dificuldades encontradas e superadas. Queremos também mostrar a verdadeira batalha que foi o deslocamento, desde a dificuldade para levantar a grana da viagem. Os dilemas familiares também não foram poucos, pela complexidade da situação, pois, em anos anteriores, brigadistas foram assassinados pelos mercenários a soldo dos EUA. Relataremos também o retorno, os debates, a manipulação da mídia, enfim, toda a riqueza e as contradições de um processo que marcou profundamente as nossas vidas.

Contato pelo e-mail leonardowsevero@yahoo.com.br

PL que dá presente bilionário às teles voltará ao Senado

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Da redação

Atualizado às 15h31 em 02/02/2017

Sem ser apreciado em plenário e sem qualquer tipo de debate público, o chamado PL das Teles foi aprovado pelo Senado e encaminhado a Michel Temer. O Projeto de Lei Complementar 79/2016 modifica profundamente a legislação brasileira e, mesmo em meio à crise econômica na qual o país está afundado, entrega às empresas de telecomunicações bilhões de reais em bens da União.

Eleito presidente do Senado nesta quarta-feira (1), porém, Eunício Oliveira (PMDB-CE) ordenou que o Projeto volte a tramitar no Congresso. O "Índio", como aparece nas delações da Odebrecht referentes à Operação Lava Jato, tomou a atitude tão logo assumiu a presidência da casa. 

De acordo com a página da campanha Internet Sob Ataque, a sanha em aprovar o presentaço às corporações do setor passou por cima não apenas do debate público ao qual o PL deveria ser submetido, mas também dos recursos que foram apresentados para discuti-lo. Se chegasse às mãos de Michel Temer, que ocupa a cadeira presidencial após a destituição de Dilma Rousseff, o peemedebista teria 15 dias para sancionar, embrulhar e entregar o presente.

A Coalizão Direitos na Rede, que reúne movimentos e entidades da sociedade civil, dentre eles o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, alerta para a necessidade de pressionar a presidência do Senado para que abra a discussão sobre o tema urgentemente.

 

 

 

Eugênio Aragão: Sem mídia, não haveria golpe nem abusos da Lava Jato

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Por Felipe Bianchi

Não haveria 'esta' Lava Jato, com uso político, sem a mídia. A opinião é do procurador federal Eugênio Aragão. Em declaração ao Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, nesta segunda-feira (30), o ex-ministro da Justiça criticou o papel jogado pelos grandes meios de comunicação não apenas na espetacularização e partidarização da Operação Lava Jato, mas também no processo ilegal de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.