Jornalistas debatem direitos em tempos de golpe

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Por SJSP

“Os jornalistas e a crise política” será o tema de debate nesta sexta-feira, 4 de agosto, às 19h, na abertura do 15º Congresso Estadual do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo. O evento acontece no auditório Vladimir Herzog e a presença é aberta a todos e todas.

Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela lança manifesto

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Na segunda-feira (31), o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé sediou reunião com dezenas de representantes de entidades do movimento social, partidos e veículos da mídia alternativa, a fim de articular ações de solidariedade e apoio à Venezuela. Como resultado do encontro, foi criado o Comitê Brasileiro Pela Paz na Venezuela, que produziu um manifesto (leia abaixo).

O documento defende a "autodeterminação de nossos irmãos venezuelanos”, protagonistas do vitorioso processo constituinte levado a cabo nessa semana, além de denunciar a postura do governo ilegítimo de Michel Temer em relação ao tema. O Brasil tem se alinhado automaticamente aos incessantes ataques imperialistas, conduzidos pela Casa Branca em aliança com a elite venezuelana e as grandes corporações midiáticas, insuflando o ódio e o caos no país.

O comitê é formado por 28 entidades, partidos políticos, organizações sociais e pela mídia alternativa: Seção brasileira dos movimentos sociais da ALBA, Brasil de Fato, Brasil Justo para todos e para Lula, Caros Amigos, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Conselho Mundial da Paz (CMP), Consulta Popular, Democracia no Ar, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Fundação Perseu Abramo, Instituto Astrojildo Pereira, Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, Jornalistas Livres, Levante Popular da Juventude, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Opera Mundi, Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Partido dos Trabalhadores (PT), Resistência, Sindicato dos Arquitetos, Sindicato dos Bancários de Santos, União Brasileira de Mulheres (UBM), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), União da Juventude Socialista (UJS) e a União Nacional dos Estudantes (UNE).

Para assinar o manifesto, envie e-mail para paznavenezuelabr@gmail.com.

Confira a íntegra do manifesto a seguir:

MANIFESTO PELA PAZ NA VENEZUELA

O povo venezuelano, livre e soberano, retomou em suas mãos o poder originário, elegendo massivamente representantes para a Assembleia Nacional Constituinte.

Mais de oito milhões compareceram às urnas, apesar do boicote e da sabotagem de grupos antidemocráticos, em um processo acompanhado por personalidades jurídicas e políticas internacionais que atestaram lisura e transparência.

Todas as cidades, classes e setores estão presentes, com seus delegados, na máxima instituição da democracia venezuelana.

A Constituinte é o caminho para a paz e a normalidade, para retomar o caminho do desenvolvimento e da prosperidade, para superar a crise institucional e construir um programa que reunifique a pátria vizinha.

De forma pacífica e democrática, milhões de cidadãos e cidadãs disseram não aos bandos terroristas, às elites mesquinhas, aos golpistas e à ingerência de outros governos.

Homens e mulheres de bem, no mundo todo, devem celebrar esse gesto histórico de autodeterminação da Venezuela, repudiando as ameaças intervencionistas e se somando a uma grande corrente de solidariedade.

Também no Brasil se farão ouvir as vozes que rechaçam a violência e a sabotagem contra o governo legítimo do presidente Nicolás Maduro.

Qual moral tem um usurpador como Michel Temer para falar em democracia, violando a própria Constituição de nosso país, ao adotar posições que ofendem a independência venezuelana?

O Brasil não pode passar pela infâmia de se aliar a governos que conspiram contra uma nação livre e se associam a facções dedicadas a tomar o poder de assalto, apelando para o caos e a coação.

Convocamos todos os brasileiros e brasileiras à defesa da democracia e da autodeterminação de nossos irmãos venezuelanos, ao seu direito de viver em paz e a definir o próprio destino.

Repudiamos as manobras de bloqueio e agressão que estão sendo tramadas nas sombras da Organização dos Estados Americanos (OEA), sob a batuta da Casa Branca e com a cumplicidade do governo golpista de nosso país.

Denunciamos o comportamento repulsivo dos meios de comunicação que manipulam informações e atropelam a verdade, para servir a um plano de desestabilização e isolamento.

Declaramos nossa solidariedade ao bravo povo de Bolívar. Sua luta pela paz também é nossa.

COMITÊ BRASILEIRO PELA PAZ NA VENEZUELA

Fotos: Leonardo Fernandes/Jônatas CamposFotos: Leonardo Fernandes/Jônatas Campos

Barão convoca reunião para articular solidariedade à Venezuela

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A direita venezuelana sempre apostou na violência e no caos.

Foi assim em 2002, quando manteve Hugo Chavez sequestrado por dois dias, e espalhou o terror com um golpe de Estado que acabou revertido graças à resistência popular. Depois veio o “paro petrolero”, quando a elite se insurgiu contra o governo chavista - que passara a usar a renda do petróleo para promover a redução da desigualdade.

Mais recentemente, após a eleição de Maduro em 2013, vieram ações violentas nas ruas. Essa estratégia se aprofundou nas últimas semanas, com atos de vandalismo que incluíram ataques a tiros contra prédios públicos. Os extremistas usaram até helicóptero num desses ataques!

Não é exagero dizer que a oposição, na Venezuela, caminha para ações de terrorismo puro e simples. Não é exagero, também, lembrar que desde 2002 a oposição tem o apoio aberto dos Estados Unidos para derrubar o chavismo.

Washington já mostrou que é capaz de incendiar e desintegrar países inteiros. Os últimos movimentos indicam que está em curso na Venezuela um movimento radical, que pode criar uma Ucrânia ou uma Síria - bem às portas de nossas fronteiras. 

No Brasil, os atos bárbaros da direita venezuelana são apresentados pela mídia comercial como ações “em defesa da democracia”. Aqui, muitos se deixaram enganar quando essa mesma mídia convocou o povo para as ruas em nome do “combate à corrupção”.

Panelaços, agitação midiática e discurso de ódio: esse foi o coquetel que no Brasil serviu para levar a direita ultraliberal ao poder, com um programa de desmonte das conquistas sociais. Multiplique isso por dez e saiba o que teremos na Venezuela se o terrorismo de direita avançar e derrotar o chavismo.

Não é preciso fechar os olhos para os graves problemas econômicos da Venezuela, nem é preciso aplaudir todos os atos do governo Maduro, para compreender o que está em jogo no país vizinho.

A direita na Venezuela, com apoio dos Estados Unidos e da elite brasileira (comandada pela Globo e pelo PSDB - que chefia o Itamaraty no governo golpista), não tem qualquer interesse em defender a democracia. O projeto - lá como cá - é transformar a América do Sul numa espécie de colônia de Washington.

O chavismo propõe agora uma Constituinte para pacificar o país. A oposição extremista, sob patrocínio dos EUA, promove o boicote ao plebiscito constituinte e segue a incitar à violência.

Convidamos você a manifestar solidariedade ao povo da Venezuela e ao processo que nos últimos 18 anos (apesar de todas as dificuldades) reduziu a desigualdade, eliminou o analfabetismo e transformou aquele país numa Nação independente.

No próximo dia 31 de julho, às 14 horas, discutiremos formas de defender as conquistas populares na Venezuela, após o plebiscito. Venha debater conosco, na sede do Barão de Itararé em São Paulo (rua Rego Freitas, 454, República, SP).

Globo e Cia: Unidos pelo Brazil, contra o Brasil

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Por Renata Mielli (Secretária-Geral do Barão de Itararé), na Mídia Ninja

Aldir Blanc e Maurício Tapajós compuseram a música Querelas do Brasil, em 1978. A canção, imortalizada na voz de Elis Regina, denuncia a colonização predatória dos Estados Unidos, que saqueia as riquezas naturais do nosso país, impõe um padrão de consumo e comportamento totalmente em desacordo com a cultura nacional e as condições sócio-econômicas da maioria esmagadora da população, tudo com o aval e patrocínio da elite do país.

O sistema de Justiça e as rádios comunitárias

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Por Camila Marques e João Ricardo Penteado, na Carta Capital

Enquanto políticos de renome seguem intocáveis como donos de canais de televisão e estações de rádio por todo o Brasil – uma situação que afronta diretamente o artigo 54 da Constituição – comunicadores comunitários continuam sendo alvos preferenciais de ações repressivas do Estado brasileiro, seja nas mãos da burocracia, da polícia ou do sistema de Justiça.