'Valor' já descarta as eleições em 2018?

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Por Altamiro Borges (presidente do Barão de Itararé)

O jornal Valor Econômico, que pertence à famiglia Marinho e expressa o pensamento da cloaca empresarial brasileira, parece que está preocupado com as eleições presidenciais de 2018. O Grupo Globo, que já havia descartado o odiado Michel Temer, temendo que ele coloque em risco a agenda ultraliberal dos golpistas, dá mais um passo na sua conspiração. A escolha de um sucessor através de eleições indiretas no parlamento – o nome mais cotado no momento é o de Rodrigo Maia, o jagunço dos patrões que preside a Câmara Federal – já não garantiria a aplicação do receituário de desmonte do Estado, da nação e do trabalho. Daí o surgimento da ideia, ainda tímida, de cancelar as próprias eleições do próximo ano. 

Por trás da guerra entre Globo e Record

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Por João Filho, no The Intercept Brasil

Historicamente, Globo e Record sempre usaram o jornalismo para desferir ataques entre si. A Globo mexia nos podres de Edir Macedo e, na semana seguinte, a Record tirava os esqueletos dos Marinho do armário. Depois de um período de trégua, a Record voltou a atacar a Rede Globo. Agora não se trata meramente de uma briga comercial, mas política. De um lado, temos o grupo de comunicação mais poderoso do país trabalhando nos bastidores ao lado de Rodrigo Maia para, mais uma vez, derrubar um presidente que ajudou a colocar no poder. Do outro, temos o conglomerado de comunicação do bilionário bispo Edir Macedo que, afinado com Aécio Neves, ataca a Globo tentando proteger Michel Temer

As empresas e os personagens citados acima foram protagonistas no processo que levou à derrubada da presidenta eleita no ano passado. Sacramentado o golpe, não houve final feliz. Diferente do que se imaginava, a economia não se recuperou, as notícias de corrupção envolvendo o governo aumentaram e a popularidade de Temer não parou de despencar. Toda essa tensão causou um racha no antes coeso bonde do golpe, que ficou dividido entre duas facções.

Sorria, você está sendo monitorado, e tem muita gente lucrando com isso

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Por Renata Mielli (Secretária-Geral do Barão de Itararé), na Mídia Ninja

O tempo todo, em todos os lugares. Em alguns casos, pode estar sendo monitorado até enquanto você dorme. Cada respiração, cada passo, cada quilômetro rodado, cada click numa rede social, cada zappeada na televisão, cada compra física ou virtual que você faz.

A era da Sociedade da Informação é também a era do fim da privacidade e da mercantilização da intimidade, da monetização do comportamento, dos sentimentos. A internet e a superconexão, onde cada vez mais pessoas e coisas estão conectadas por mais tempo, gera uma infinidade de dados que há muitos anos estão sendo armazenados (o Big Data) e que, agora, começam a ser tratados e vendidos, gerando um mercado bilionário para empresas e até governos.

Franklin Martins e Tereza Cruvinel: Debater comunicação nas administrações públicas é tarefa urgente

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Objeto de oligopólio por parte de grupos empresariais com interesses estritamente privados, a comunicação é estratégica para a administração pública. A afirmação é de Franklin Martins, jornalista e ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. O assunto será pauta do Seminário Os desafios da comunicação nas administrações públicas, que ocorre nos dias 25 e 26 de agosto, em São Luis do Maranhão.

Macri esculhamba lei de meios e fortalece monopólio na Argentina

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Por Altamiro Borges (presidente do Barão de Itararé)

Como confessou recentemente um chefão do jornal ‘Clarín’, a mídia da Argentina promoveu um brutal “jornalismo de guerra” contra os governos de Néstor Kirchner e, principalmente, de Cristina Kirchner. As manipulações diárias foram decisivas para levar à presidência do país o empresário corrupto Mauricio Macri, eleito numa disputa apertadíssima em dezembro de 2015. As razões deste “jornalismo de guerra” foram políticas e econômicas, já que a imprensa local – a exemplo da Rede Globo no Brasil – defende os interesses da cloaca empresarial. Mas também houve motivações mercenárias. Agora, convertida em mídia chapa-branca e dócil, os grupos privados de comunicação têm aumentado o seu faturamento e expandido os negócios.