Escrevinhador

A greve parou o Brasil; e o monstro midiático da mentira mostrou as garras – de novo!

Greve não é comício! Objetivo de greve não é encher as ruas, mas esvaziar locais de trabalho, e barrar a produção. As cenas de um Brasil quase vazio, em plena sexta-feira, indicavam...

Altamiro Borges

Câmara aprova o retorno à escravidão

>Por Altamiro BorgesO rolo compressor do demo Rodrigo Maia, que atua como capacho do golpista Michel Temer e jagunço dos patrões, deu resultado. Por 296 votos favoráveis e 177 contra, a Câmara Federal aprovou na noite desta quarta-feira (26) o texto-base da contrarreforma trabalhista. Após a votação das emendas, o relatório do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), acusado de fraudar contratos de terceirização, segue para a apreciação no Senado. Apesar da vitória, o governo ilegítimo não atingiu os votos necessários para tranquilizar o “deus-mercado” sobre a votação do próximo golpe – o da Previdência. Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), essa contrarreforma precisa do apoio de pelo menos 60% dos congressistas (308 de 513 deputados).Os gananciosos empresários, que financiaram o “golpe dos corruptos” que derrubou a presidenta Dilma Rousseff e alçou ao poder a quadrilha de Michel Temer, devem estar festejando em suntuosos banquetes esta vitória parcial. Já os trabalhadores, que assistiram este novo show de horrores na Câmara Federal – no qual os deputados extinguiram os vários direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) – devem reforçar os preparativos para a greve geral desta sexta-feira (28). Os nomes e as fotos dos parlamentares que decretaram o retorno à escravidão devem ser amplamente divulgados nos próximos dias. Estes traidores não merecem o respeito e o voto dos brasileiros. Confira abaixo alguns dos retrocessos previstos na contrarreforma trabalhista:1- Redução do salário para quem exerce as mesmas funções na mesma empresa com a demissão coletiva e a recontratação via terceirização;2- Prevalência do acordo coletivo ou individual sobre a legislação trabalhista. Isto possibilita que a empresa contrate o empregado com menos direitos do que prevê a convenção coletiva da categoria ou da lei;3- Terceirização até das atividades fim de qualquer setor;4- Parcelamento das férias em até três períodos à escolha da empresa;5- Fim do conceito de grupo econômico que isenta a holding de responsabilidade pelas ilegalidades de uma das suas associadas;6- Regulamenta o teletrabalho por tarefa e não por jornada;7- Deixa de contabilizar como hora trabalhada o período de deslocamento dos trabalhadores para as empresas, mesmo que o local do trabalho não seja atendido por transporte público e fique a cargo da empresa;8 – Afasta da Justiça do trabalho a atribuição de anular acordos coletivos e até individuais de trabalho;9 – Permite jornada de trabalho de até 12 horas seguidas, por 36 de descanso, para várias categorias hoje regidas por outras normas;10 – Acaba com o princípio de equiparação salarial para as mesmas funções na mesma empresa.*****Leia também:- Maior atenção à reforma trabalhista- Temer planeja quebrar o sindicalismo- Reforma trabalhista: volta à República Velha- "Reformas" a serviço do deus-mercado- A maior ameaça aos direitos trabalhistas- Cardápio de maldades contra o trabalhador- Reforma trabalhista e o manual da Globo- Três mentiras da reforma trabalhista- A quem interessa a reforma...

Viomundo

Padre João: Medidas pirotécnicas do governo Temer aprofundam crise no sistema prisional

> Improvisação e irresponsabilidade: marcos do governo Temer na gestão do sistema penitenciário por Deputado Padre João, via assessoria de impensa da CDHM Perdido, acuado e sem projeto para responder à gravíssima crise penitenciária do país, o governo Temer anuncia um mirabolante plano para utilizar as Forças Armadas em revistas de unidades prisionais. Sem especificar quando e como a atuação das Forças Armadas poderá ser demandada pelos Estados, o Presidente envereda pelo caminho da improvisação e da irresponsabilidade. Improvisação por procurar factoides que mostrem que o governo, surpreendido por novos e estridentes episódios do fracasso do sistema penal brasileiro e de suas unidades prisionais, encadeia anúncios de baixo perfil que se desmoralizam a cada dia e exigem novas tentativas de respostas a uma opinião pública atônita com os sucessivos massacres em vários estados da Federação. Irresponsabilidade por mobilizar efetivos militares que não têm atribuição constitucional ou competência técnica para atual em unidades penais, o que exigirá adaptações em operações de assalto e ocupação de território concebidas para a guerra para atuar em missões eminentemente civis não correspondidas a contento pelo Estado. Os questionamentos de toda a sociedade civil e acadêmica envolvida no debate sobre segurança pública ao mal ajambrado “Plano Nacional de Segurança Pública” anunciado pelo Ministro da Justiça há uma semana mostram novamente a sua inconsistência, ao lançar mão de medida que ali não estava contida e com certeza não estudada a fundo, dada a fragilidade de sua apresentação em coletiva na data de hoje sem maiores detalhes ou fundamentação. O sistema penitenciário brasileiro está em chamas e não será desta forma que o Estado brasileiro recuperará sua capacidade de gestão e principalmente as condições de fazer cumprir a Lei e os objetivos constitucionalmente definidos para a execução penal. Abrir novas vagas ou invocar a Força Nacional de Segurança ou as Forças Armadas para impor a pax romana nos presídios são medidas tão simplistas quanto de fôlego curto, o que exigirá novos factoides para novos desdobramentos da atual crise. A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, mesmo neste recesso parlamentar, tem acompanhado a crise não só se deslocando para os locais conflagrados, como fez na semana passada no Amazonas e em Roraima, como monitorando com parlamentares em seus estados os episódios mais recentes, como os dos Rio Grande do Norte. Mais importante que isso, temos alertado para a necessidade de ampla revisão do sistema penal,da rigorosa aplicação da Lei de Execuções Penais, da ampliação da assistência judiciária à população encarcerada, da necessária intervenção do Conselho Nacional de Justiça para a adoção de novos parâmetros para o abuso no encarceramento por parte de membros do Ministério Público e do Judiciário e para o cumprimento da Agenda Nacional pelo Desencarceramento proposta pela Pastoral Carcerária e dezenas de entidades da sociedade civil organizada. Ontem oficiamos à Presidente do Conselho Nacional de Justiça e ao Ministro da Justiça para que a Comissão seja recebida em audiências para apresentar o relato das visitas realizadas em Manaus e Boa Vista, bem como as recomendações que temos diante do crescimento da crise penitenciária nacional. Lamentavelmente, a cada dia a crise se aprofunda e as pirotécnicas medidas anunciadas se desmoralizam. Deputado Padre João (PT-MG) é presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minori...

Blog do Júlio Garcia

Debate: "O PT não pode mais vacilar frente a ofensiva de um Judiciário apodrecido"

>João Vaccari, ex-tesoureiro do PT Nacional, sendo preso pela PF"6º Congresso do PT: Falso combate à corrupção encobre interesses escusos"Por Misa Boito*No dia do natal, os petistas ganharam o que se pode chamar de um presente de grego. Em entrevista ao O Estado de S. Paulo, o presidente do PT, Rui Falcão, perguntado se o PT vai punir casos de corrupção, aventou a hipótese de o 6º Congresso criar mecanismos para julgar os petistas presos pela Lava Jato.Apesar de reconhecer “o processo de parcialidade na Justiça brasileira hoje”, Rui Falcão aceita abrir processo interno para petistas aos quais Moro apontou o dedo e colocou na cadeia?A principal “parcialidade” da Justiça é o fato que o pretenso combate à corrupção é instrumento de uma perseguição feroz contra o PT, para facilitar o caminho à destruição da soberania da nação, a serviço do imperialismo dos EUA. Proliferam evidências das relações entre Moro e o Departamento de Estado norte-americano, além de evidentes serviços que a Lava Jato está prestando para os interesses de grandes multinacionais petrolíferas e da construção civil.Rui Falcão reproduz o mesmo equívoco do texto de Valter Pomar, “O PT na luta contra a corrupção (contribuição ao Congresso do partido) ”, disponível no site do partido. O texto, depois de afirmar coisas corretas, como denunciar a hipocrisia no combate à corrupção pela burguesia, e mesmo de propor questionar “a legalidade e a legitimidade dos processos desenvolvidos pela Lava Jato e outros semelhantes”, é forçoso dizer, entra no jogo jogado pelo hipócrita combate à corrupção.Quem acusa?Pomar afirma que “cabe também avaliar segundo nosso próprio juízo os filiados que estejam sendo acusados de malfeitos”, e propõe “eleger no sexto congresso uma ‘Comissão Especial de Investigação’”.Acusados por quem? O que menos falta, nesta operação hipócrita de combate à corrupção, são petistas acusados de malfeitos. A começar por Lula, contra o qual Moro, Dallagnol & Cia abriram uma metralhadora giratória. Independente da intenção do proponente, tal proposta joga água no moinho das operações fraudulentas. Moro aponta o dedo e o PT investiga?!O PT não pode, no 6º Congresso, repetir os erros dos dois últimos. No 4º Congresso (fevereiro de 2014) ao recusar uma campanha pela libertação dos companheiros (José Dirceu, Genoíno, Delúbio naquele momento já presos, e João Paulo, preso alguns dias depois), condenados injustamente na Ação Penal 470. No 5º Congresso (junho de 2015), ao não tirar nenhuma campanha prática pela libertação do companheiro Vaccari, o primeiro petista acusado de malfeito pela operação Lava Jato e preso, dois meses antes do Congresso, em abril de 2015.Mais grave ainda seria o 6º Congresso dar esse perigoso passo em falso e criar uma comissão para investigar os petistas acusados por Moro e toda turma de togados. Isso só facilitaria o trabalho para os que querem aumentar a safra de petistas acusados de malfeitos. Evidentemente, o movimento operário não deve coabitar com os que queiram viver do movimento e não para o movimento. Mas, absolutamente não é disso que se trata aqui.Primeiro porque individualizar o problema, procurando culpados, ofusca a verdadeira discussão que o PT está chamado a fazer para livrar-se da política de conciliação (adaptação às instituições, política de alianças eixada na aliança nacional com o PMDB).Segundo porque o partido não pode vacilar na denúncia das operações fraudulentas desse Judiciário. Ao contrário, o partido está chamado a defender a libertação dos petistas, condição para que o PT possa ter uma posição independente. A libertação dos presos em operações fraudulentas é parte do combate em defesa do PT. E também contra estas instituiç&o...

[Blog AMUNAM] Rádio Alternativa FM 98,5 - Mhz - | AMUNAM 25 anos Construindo Histórias|

Resultado do ENEM será divulgado nesta quarta-feira

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) decidiu antecipar a divulgação do resultado do Exame Nacional do Ensino Médio  2016 (ENEM) para esta quarta-feira dia (18), a qual estava prevista anteriormente para a quinta-feira dia 19 de janeiro. Os estudantes que prestaram o ENEM  poderão ter acesso as suas notas individuais nas quatro provas e redação, podendo assim saber sua média geral no exame.>...

Blog do Kayser

Facções

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Túlio Vianna

10 Violações do Estado Laico Brasileiro

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Gilmar da Rosa

Por que eles querem que o Brasil esqueça Lula?

Por que com ele é como se Getúlio falasse; ou Allende para os chilenos; ou Perón para os argentinos; ou Cárdenas para os mexicanos. Com uma diferença: Lula vive>Respira-se um cheiro azedo de fardas, togas e ternos empapados da sofreguidão nervosa que marca as escaladas de demolição do Estado de Direito nos solavancos da História.Consulte os anos 30 na Alemanha, os 50 do macarthismo norte-americano, os 60 da ditadura brasileira, os 70 do massacre chileno...Há um clima de dane-se o pudor por parte das elites e da escória que a serve.Faz parte desses crepúsculos institucionais a perda dos bons modos e a convocação das milícias, enquanto o jornalismo isento finge não ver a curva ascendente do arbítrio.Com a mesma desenvoltura com que se anistia montanhas de dólares remetidos ao exterior, classifica-se o MST como ‘movimento criminoso’.Persegue-se e intimida-se estudantes secundaristas com lista de nomes exigindo que se delate endereços de colegas ocupantes ...Invade-se a bala dependências e movimentos sociais e de metralhadora em punho escolas tomadas por adolescentes que reclamam o direito de opinar sobre a própria educação.Ensaios da orquestra.Decibéis crescentes, afiados pelo mesmo diapasão ecoam de diferentes pontos do país.Só não ouve quem não quer. Há dinheiro, patrocínio e poder em jogo na incapacidade auditiva para ouvir os gritos da democracia sendo violada na sala ao lado de onde se discute a ‘reconstrução do Brasil’.A conveniência reflete a insurgência que se esboça.A resistência ao golpe escapa ao que se supunha ser o alvo isolado e triturado pela centrífuga da Lava Jato.Adolescentes falam o que a vastidão dos votos nulos, brancos e abstenções cifraram nas urnas municipais, quando suplantaram os vitoriosos de São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Porto Alegre...Se as duas vozes se fundirem num idioma único, o que acontecerá?O cheiro azedo exalado das fardas, togas e ternos de corte fino, empapados da sofreguidão nervosa, reflete essa esquina incerta da História para a qual caminha o país.A truculência policial e midiática sobe rápido os degraus da exceção.Essa é a hora diante da qual a resistência progressista não pode piscar.Daí a importância da campanha lançada neste dia 10 de novembro para sacudir a hesitação em defesa do óbvio.O óbvio hoje começa por defender Lula.Porque sem defender Lula, não será possível defender mais ninguém, e mais nada, do galope desembestado da ganância no lombo da violência fardada e da cumplicidade togada.Por ninguém, entenda-se o Brasil assalariado e o dos mais humildes.A imensa maioria da população.Aquela que vive do trabalho, depende de serviços públicos, tem seu destino atado ao do país, ao do pre-sal, ao da reindustrialização, ao da democracia social, carece de cidadania, respira salário mínimo e enxerga na previdência o único amparo à velhice e ao infortúnio.Lula é a espinha histórica das costelas de resistência que precisam se unir para conter a demolição em marcha disso tudo.Desempenha essa função por uma razão muito forte.Essa que o milenarismo gauche parece ter esquecido --ou hesita em saber que sabe-- enquanto aguarda o juízo final de Moro para recomeçar do zero.‘Recomeçar do zero’ é a profilaxia recomendada pelos sábios do golpe em todas as frentes.Desde a demolição dos direitos trabalhistas, à revogação da soberania no pre-sal, passando pela Constituição de 1988, o Prouni, a previdência ...Mas, principalmente: recomeçar do zero esquecendo Lula.Porque ele é –ainda é Lula-- a inestimável referência de justiça social na qual a imensa parcela dos brasileiros de hoje e de ontem se reconhecem.É dele a voz que quando fala e é ouvida no campo e nas cidades.Mais que simplesmente ouvida: respeitada e compreendida.A diferença dessa voz é que ela não carrega só palavras.Carrega experiência, luta, erros, acertos, raiva, riso, derrotas, vitórias, cujo saldo são conquistas coletivas encarnadas em holerite, comida, emprego, autoestima e esperança.É como se Getúlio Vargas falasse.Ou Allende para os chilenos.Ou Perón para os argentinos.Ou Cárdenas para os mexicanos.Com a vantagem avassaladora que tanto incomoda a elite.Lula está vivo.Caçado, esfolado, picado e salgado.Mas vivo.Mais que vivo: ele lidera todas as pesquisas de intenção de voto com as quais seus algozes testam a eficácia da chacina de reputação, a mais violenta desde Getúlio, que escandaliza a opinião jurídica e democrática do mundo.Lula é a espinha dorsal de cuja destruição depende o êxito do torniquete implacável de interesses mobilizados contra a construção de uma democracia social na oitava maior economia do mundo, na principal referência da luta apelo desenvolvimento no espaço ocidental.FHC disse em um debate no jornal O Globo, há cerca de quinze dias: ‘Sem Lula o PT seria penas um partido médio; com ele torna-se um perigo nacional’.No fundo quis dizer: ‘Sem Lula, o Brasil se torna uma nação média, humilde, bem comportada.Com Lula, o Brasil se torna um gigante de soberania, com capacidade de aglutinação popular e mundial em torno da justiça social –de consequências perigosas’É claro como água de fonte.Lula representa esse diferencial inestimável.Ele fala com quem Malafaia gostaria de falar sozinho.Com o Brasil que os Marinhos gostariam de monopolizar sem dissonâncias.Por isso o milenarismo gauche que reage à ofensiva conservadora aceitando a pauta do juízo final de Moro, flerta com a eutanásia.‘Recomeçar do zero’ é tudo o que o conservadorismo mais cobiça para quebrar o coração da resistência ao golpe.O coração da resistência ao golpe consiste em não aceitar o fuzilamento sumário do legado de doze anos de luta por um desenvolvimento mais justo e independente.Ademais dos erros e equívocos cometidos inclusive por Lula –que não podem ser subestimados e devem ser discutidos amplamente-- os acertos mostraram a viabilidade de se construir uma democracia social no Brasil do século XXI.Não, isso não é pouco.Olhe o mundo ao redor: isso é muito.E, principalmente, tem lastro popular.A sociedade marcada por uma das mais iníquas divisões de renda do planeta, referendou esse projeto por quatro eleições presidenciais sucessivas.Duas com Lula; outras duas com Dilma, sendo Lula seu maior fiador e cabo eleitoral. Sim, com erros, alguns grotescos.Mas o fato é que a elevada probabilidade desse projeto ser revalidado em um quinto escrutínio presidencial, em 2018 --agora modificado pelo esgotamento do ciclo de alta nos preços das commodities, que lubrificou a resistência das elites aos avanços anteriores-- precipitou o golpe de 31 de agosto.O milenarismo gauche quase esquece tudo isso enquanto aguarda o juízo final.Nele, o juiz Moro e seus querubins darão cabo de Lula e propiciarão aos sobreviventes o único destino que lhes cabe: recomeçar do zero.Ou até abaixo do zero.Para quem sabe ter direito –um dia— a mil anos de salvação individual e sobrenatural.Milenaristas eram os pobres, os miseráveis brasileiros de Canudos.Aqueles que aguardaram com Antônio Conselheiro a justiça divina sonegada pelo latifúndio e pela República que, afinal, destinou-os à injustiça eterna.É o que acontecerá de novo se o Brasil progressista aceitar a ideia de Moro de faxinar a história de sua ‘nódoa inaceitável’: Lula.Se aceitar, o Brasil vai virar uma imensa Canudos, depois do massacre.Por Saul Leb...

Meu Copo de Café

Não digam que são irracionais

Não chamem de ratos os políticos corrompidos eles não roubam por maldade Não chamem de cobras os empresários sonegadores eles não desviam por maldade Não chamem de vermes os especuladores financeiros eles não investem por maldade Não os chamem de animais irracionais pois, ao contrário roubam, desviam e investem por absoluto exercício da razãoArquivado em:Poesias >...

ADVOGADOS PARA A DEMOCRACIA

A FARSA DA NOVA REPÚBLICA ACABOU!

>Na última quarta-feira (31/08/2016), o Estado Democrático de Direito da República Federativa do Brasil foi ferido de morte, ao ser confirmado o "impeachment" por 61 senadores golpistas em um dos registros mais espúrios, sórdidos e hediondos da sua história. A presidenta legitimamente eleita com o voto de mais de 54 milhões de brasileiros e brasileiras, sem que exista contra ela qualquer comprovação de corrupção e/ou crime de responsabilidade, foi impedida de seguir governando o país graças a dezenas de representantes do povo com inúmeras condenações, acusações de corrupção e respondendo a processos por atos ilegais. Tal escárnio iniciado na Câmara dos Deputados sob a égide do então presidente da casa, o deputado Eduardo Cunha, do qual pesam seríssimas acusações e comprovações de corrupção, e depois no Senado sob a égide do presidente Renan Calheiros que também possui inúmeras denúncias de práticas ilícitas, tornou todos os que votaram a favor dessa inclassificável ação cúmplices (relembre os nomes de cada um: 367 GOLPISTAS DA CÂMARA e 55 GOLPISTAS DO SENADO). O judiciário, também não podia deixar de participar dessa ignomínia se omitindo com relação às inúmeras ilegalidades existentes no caso, fazendo com que o rito do impeachment fosse seguido à risca para vender a ideia de que se tratou de um processo legal, que respeitou a Constituição Federal. Um escândalo para o Supremo Tribunal Federal que, como outrora, reafirma seu perfil irresponsável e conivente com os golpistas.Diante desse nefasto cenário, claro está que a conhecida redemocratização ocorrida após a ditadura nunca passou de uma grande falácia. A nova República bem como a carta cidadã nunca passaram de meros servidores dos podres, conservadores e velhos donos deste país.Urge a luta e resistência no sentido de construir uma nova Constituição com a efetiva participação de todos os setores da sociedade para que possamos iniciar, verdadeiramente, o caminho da consolidação da democracia.Não se pode coadunar com os conservadores, entreguistas e golpistas brasileiros. Deles só é possível esperar o interesse pelo lucro pessoal, pela manutenção do poder sob ideologias da manutenção da desigualdade de classes, e do Estado mínimo com a maquiagem de humanistas e democratas realizada, especialmente, por seus parceiros donos dos meios de comunicação de massa.Diante disso, os Advogados para a Democracia clamam para que a população, consciente da gravíssima situação em que o Estado Brasileiro se encontra, siga resistindo e se fortalecendo contra a atitude vil dos calhordas que asfixiaram a nossa jovem democracia que ensaiava engatinhar.Há de surgir o pertencimento histórico em cada um dos brasileiros e brasileiras através da participação direta e efetiva nos necessários processos de mudanças em nosso país.Aproveitamos para elencar, abaixo, os nomes dos que votaram em defesa da democracia bem como dos seus covardes algozes. SIM (a favor do golpe)Acir Gurgacz (PDT-RO)Aécio Neves (PSDB-MG)Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP)Alvaro Dias (PV-PR)Ana Amélia (PP-RS)Antonio Anastasia (PSDB-MG)Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)Ataídes Oliveira (PSDB-TO)Benedito de Lira (PP-AL)Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)Cidinho Santos (PR-MT)Ciro Nogueira (PP-PI)Cristovam Buarque (PPS-DF)Dalirio Beber (PSDB-SC)Davi Alcolumbre (DEM-AP)Dário Berger (PMDB-SC)Edison Lobão (PMDB-MA)Eduardo Amorim (PSC-SE)Eduardo Braga (PMDB-AM)Eduardo Lopes (PRB-RJ)Eunício Oliveira (PMDB-CE)Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)Fernando Collor (PTC-AL)Flexa Ribeiro (PSDB-PA)Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)Gladson Cameli (PP-AC)Hélio José (PMDB-DF)Ivo Cassol (PP-RO)Jader Barbalho (PMDB-PA)João Alberto Souza (PMDB-MA)José Agripino (DEM-RN)José Aníbal (PSDB-SP)José Maranhão (PMDB-PB)José Medeiros (PSD-MT)Lasier Martins (PDT-RS)Lúcia Vânia (PSB-GO)Magno Malta (PR-ES)Marta Suplicy (PMDB-SP)Omar Aziz (PSD-AM)Paulo Bauer (PSDB-SC)Pedro Chaves (PSC-MS)Raimundo Lira (PMDB-PB)Reguffe (sem partido-DF)Renan Calheiros (PMDB-AL)Ricardo Ferraço (PSDB-ES)Ricardo Franco (DEM-SE)Roberto Rocha (PSB-MA)Romário (PSB-RJ)Romero Jucá (PMDB-RR)Ronaldo Caiado (DEM-GO)Rose de Freitas (PMDB-ES)Sérgio Petecão (PSD-AC)Simone Tebet (PMDB-MS)Tasso Jereissati (PSDB-CE)Telmário Mota (PDT-RR)Valdir Raupp (PMDB-RO)Vicentinho Alves (PR-TO)Waldemir Moka (PMDB-MS)Wellington Fagundes (PR-MT)Wilder Morais (PP-GO)Zezé Perrella (PTB-MG)NÃO (contra o golpe)Angela Portela (PT-RR)Armando Monteiro (PTB-PE)Elmano Férrer (PTB-PI)Fátima Bezerra (PT-RN)Gleisi Hoffmann (PT-PR)Humberto Costa (PT-PE)João Capiberibe (PSB-AP)Jorge Viana (PT-AC)José Pimentel (PT-CE)Kátia Abreu (PMDB-TO)Lídice da Mata (PSB-BA)Lindbergh Farias (PT-RJ)Otto Alencar (PSD-BA)Paulo Paim...

Renata Mielli

O golpe da mídia e a luta pela democratização da comunicação

A doutrinação diária dos meios de comunicação hegemônicos no Brasil, realizada sistematicamente nos últimos 13 anos, reuniu alguns elementos que levaram à consumação do golpe deste dia 31 de agosto. O aprofundamento da criminalização dos movimentos sociais, as denúncias seletivas de corrupção contra o PT e suas lideranças, e a criação de uma nova ameaça comunista na América Latina, representada pelos governos bolivarianos e pelo Foro de São Paulo, resultaram numa mistura explosiva que cindiu a sociedade e fez emergir dos subterrâneos as piores manifestações do fascismo que estavam adormecidas no país.Não, não há equivoco no substantivo utilizado para abrir este artigo. Doutrinação. A mídia hegemônica há muitos anos deixou de praticar jornalismo, de perseguir o objetivo de levar às pessoas informações isentas sobre acontecimentos relevantes. Ignorar isso é deixar de perceber a centralidade dos meios de comunicação no golpe. A mídia é o golpe. Sem ela o golpe não teria se consumado.Isso não significa, claro, que ela deu o golpe sozinha. Não. Contou com o parlamento vendido para os interesses privados que financiam as campanhas eleitorais e com o Poder Judiciário que foi alimentado e alimentou as notícias que gestaram o golpe. Sem a mídia, o Parlamento e o Poder Judiciário provavelmente não teriam conseguido derrubar Dilma.Este processo histórico só reforça a indispensabilidade da luta pela democratização dos meios de comunicação. É preciso enfrentar o desafio de ampliar a diversidade e a pluralidade da mídia de massas no Brasil, apesar do cenário totalmente adverso. Encontrar brechas e buscar apoios internacionais para impedir ataques à liberdade de expressão e, quem sabe, conquistar pequenos avanços, mesmo no Brasil pós-golpe. Isso não significa ter ilusões de que podemos ter no curto prazo mudanças estruturais – já não as conquistamos nos últimos 13 anos – mas sim reconhecer que não se pode abandonar esta agenda e esperar o golpe passar.Até porque o golpe está em curso, não se concluiu. Ele começou com os ataques sem trégua ao governo, passou pelo processo de impeachment e continua, agora, com a agenda regressiva que visa retirar direitos sociais e trabalhistas, vender o patrimônio público, acabar com o protagonismo soberano do país nas relações internacionais e submeter, mais uma vez, a nação aos interesses geopolíticos dos Estados Unidos.Em 01 de setembro um novo ciclo se abre com o golpe. Nele, não duvidem, vamos ver um comportamento inverso da mídia. Potencializar pautas positivas para o governo e esconder as negativas. Também vamos vivenciar o aumento da repressão policial, a perseguição política e ideológica e o cerceamento à liberdade de expressão, que já davam as caras desde 14 de maio de 2016, quando Michel Temer assumiu interinamente a presidência.Por isso, defender a comunicação pública, denunciar os ataques à liberdade de expressão, criar uma ampla campanha para garantir a sustentabilidade da mídia alternativa, impedir retrocessos de direitos conquistados no Marco Civil da Internet, denunciar o vigilantismo na rede, estreitar a agenda da democratização da comunicação com a pauta dos movimentos culturais, denunciar as violações de direitos humanos na mídia, e ampliar o debate sobre estes temas com a sociedade são iniciativas que precisam ser vistas como parte da luta contra o próprio golpe. Se não dá pelas urnas, vamos de golpeApesar da campanha midiática em torno do mensalão, Lula ganhou as eleições em 2006. Em 2010, a prisão de integrantes do governo de Lula e a aliança da mídia com o judiciário para amplificar a repercussão do julgamento da Ação Penal 470 não foram sufientes para impedir a eleição de Dilma Rousseff. Em 2014, a crise em torno da Petrobras e o início da Operação Lava Jato também não garantiram a derrota de Dilma.O povo deu quatro vitórias eleitorais sucessivas ao PT. O que explica isso? Três fatores foram decisivos para garantir as eleições de Lula e Dilma: as políticas públicas de transferência de renda, geração de emprego e inclusão social que tiraram 40 milhões de brasileiros da miséria; bons resultados da economia nacional; e a ação da mídia alternativa e das redes sociais na construção de uma outra narrativa dos acontecimentos.A complexidade que os tempos de novas tecnologias da informação trazem para a política são enormes. A começar pela constatação de que o poder da mídia não é absoluto, mas ainda é muito grande e capaz de influenciar cultural, social e politicamente a sociedade.Ao longo dos últimos anos, surgiram dezenas, centenas de blogs, sites e veículos de comunicação contra-hegemônicos que desmascararam farsas, que denunciaram a manipulação da mídia, que realizaram uma verdadeira guerrilha informativa para disputar a narrativa dos acontecimentos em curso no país.Assim, ao perder a quarta eleição consecutiva, a elite conservadora percebeu que investir em mais quatro anos de campanha opocionista sistemática poderia ser muito arriscado. Principalmente depois do fracasso da iniciativa de selar a vitória de Aécio, no dia 23 de outubro de 2014, quando a revista Veja publicou antecipadamente sua edição dominical com a capa que trazia Lula e Dilma e a manchete: Eles sabiam de tudo. Usada como panfleto para tentar garantir a vitória de Aécio Neves numa disputa bastante apertada, a capa da Veja chegou a ser impressa separadamente do miolo e encartada em jornais. Depois de três derrotas eleitorais consecutivas, a elite econômica e política do país (e seus aliados internacionais) estavam certos que voltariam à conduzir o Brasil.Se surpreenderam ao ver que não. Na verdade amargaram a quarta derrota seguida.As estratégias de propaganda da mídiaA mídia brasileira é porta-voz dos interesses da elite econômica e política do país desde sempre. Ela nasceu desta elite, é parte dela. Imaginar que estes veículos (Globo, Bandeirantes, SBT, Folha de S.Paulo, Estadão, Veja, Isto É & Cia) olhariam desinteressados, melhor dizendo, noticiariam de forma desinteressada a mudança no governo e na orientação política do país é de uma ingenuidade inominável. Infelizmente, essa ingenuidade foi hegemônica nos governos de Lula e Dilma. Acreditaram, ou quiserem crer, que seria possível implementar um novo projeto político de desenvolvimento nacional, de relações internacionais baseadas na soberania e na integração, de inclusão social e promoção de direitos em aliança com a mídia. Deu no que deu.Para desconstruir o governo e a esquerda, os meios de comunicação seguiram um roteiro que se encaixa perfeitamente nos princípios da proganda política criada por Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Adolf Hitler: Simplifique não diversifique, escolha um inimigo por vez. Ignore o que os outros fazem concentre-se em um até acabar com ele; Divulgue a capacidade de contágio que este inimigo tem; Transladar todos os males sociais a este inimigo; Exagerar as más noticias até desfigurá-las transformando um delito em mil delitos criando assim um clima de profunda insegurança e temor; Transformar tudo numa coisa torpe e de má índole. As ações do inimigo são vulgares, ordinárias, fáceis de descobrir; Fazer ressonar os boatos até se transformarem em notícias sendo estas replicadas pela “imprensa oficial’; Sempre há que bombardear com novas notícias (sobre o inimigo escolhido) para que o receptor não tenha tempo de pensar, pois está sufocado por elas; Discutir a informação com diversas interpretações de especialistas, mas todas em contra do inimigo escolhido; Ocultar toda a informação que não seja conveniente; Buscar convergência em assuntos de interesse geral apoderando-se do sentimento produzido por estes e colocá-los em contra do inimigo escolhido.Utilizando-se destes expedientes, a mídia foi alimentando um discurso de ódio contra o PT e contra tudo que se relaciona com ele, levando pessoas a levantarem cartazes desejando o retorno da ditadura militar, ou afirmando que o problema da ditadura foi não ter matado Dilma e todos os comunistas.O PT é o responsável por toda a corrupção e pela crise econômica. Não um dos, o único. Ignoram-se processos políticos anteriores, crise econômica internacional, problemas ambientais, a culpa de tudo é do PT. Além disso, o PT passou a ser sinônimo de coisas ruins e personificou ameaças e “inimigos” externos. Um espectro ronda a América Latina, o espectro do bolivarianismo. E o representante do bolivarianismo no Brasil é o PT. Ninguém sabe muito bem o que é isso, só sabem que não é bom. A associação da imagem de Lula e Dilma com Chávez, sempre tratado como ditador e autoritário foi explorada inúmeras vezes.Apesar de terem perdido a eleição em 26 de outubro, o caminho para o golpe estava pavimentado. Assim, a narrativa do golpe midiático/parlamentar/jurídico que teve seu desfecho neste dia 31 de agosto de 2016 começou a ser construída exatamente no dia 27 de outubro de 2014.O que se seguiu depois da reeleição de Dilma foi o escancaramento de uma mídia partidária e militando em favor do impeachment de forma calculada. Melhor perder um pouco da credibilidade momentaneamente e interromper o ciclo político iniciado por Lula agora. Depois se vê como cicatrizar as feridas. Algo como: vão-se os aneis mas ficam os dedos.A postura da Rede Globo na convocação dos atos pelo impeachment foi realmente vergonhosa. A família brasileira espontâneamente nas ruas clamando pelo fim da corrupção. Enquanto os atos organizados pelos movimentos sociais não eram compostos do povo, mas de militantes petistas pagos para defender o governo.Cada palavra e imagem eram colocadas e construídas de forma cirúrgica para criminalizar Dilma e o PT. A transmissão ao vivo da sessão do dia 17 de abril da Câmara dos Deputados, pela Rede Globo, tinha um duplo sentido: mobilizar a sociedade contra o PT e a Dilma e mostrar que eles estavam de olho no voto. Contudo, o baixo nível do parlamento brasileiro acabou apenas fazendo com que parte considerável das pessoas que estavam defendendo o impeachment, passassem a ter vergonha deste processo.Na votação do Senado, portanto, já ciente de que a maioria da sociedade estava contra o impeachment e temendo dar um tiro no próprio pé, a Rede Globo decidiu ignorar a sessão de segunda-feira, quando a presidenta foi pessoalmente se defender perante os senadores. Tampouco transmitiu a sessão de terça ou a de quarta-feira. A mídia mostra o que lhe convém e esconde o que não lhe convém. Agora, empossado de forma definitiva para concluir o mandato de Dilma, Michel Temer já anuncia que não tolerará ser chamado de golpista.O golpe mostra sua face mais torpe, a da mordaça. Cala boca já morreu, e por mais que tentem ressucitar esta página infeliz na nossa história haverá resistência.O golpe em imagens e manchetes>http://renatamielli/renatamielli.blogspot.com/atom.php...

BLOG DO MARAT CALADO

LULA DENUNCIA AO MUNDO O GOLPE BRASILEIRO ---- --"Em oito anos no governo, Lula teve 168 encontros com chefes de estado e de governo em dezenas de países, recebeu governantes estrangeiros em 232 ocasiões, além de ter participado de 84 reuniões de cúpula multilaterais. Entre 2011 e 2015, Lula participou de 132 encontros com governantes e ex-governantes, mantendo sua intensa agenda de diálogo internacional", diz texto publicado no site de Lula. -- Leia abaixo retransmissão e a íntegra da carta:

 LULA DENUNCIA AO MUNDO O GOLPE BRASILEIRO>Ex-presidente enviou uma carta aos governantes de cada um dos países com os quais o Brasil mantém relações com o objetivo de denunciar o golpe parlamentar contra a presidente Dilma Rousseff e a campanha "para excluir do processo político, por meios arbitrários", o PT e ele próprio do poder; "As forças conservadoras querem obter por meios escusos aquilo que não conseguiram democraticamente: impedir a continuidade e o avanço do projeto de desenvolvimento e inclusão social liderado pelo PT", diz Lula na carta; o texto também foi enviado a ex-governantes com os quais ele dialogou durante seu período na presidência1 DE SETEMBRO DE 2016 ÀS 18:02 247 - O ex-presidente Lula enviou uma carta a governantes do mundo todo essa semana para denunciar o golpe no Brasil. A carta foi endereçada a governantes de cada um dos países com os quais o Brasil mantém relações.Lula denuncia, na carta, a campanha "para excluir do processo político, por meios arbitrários", o PT e ele próprio do poder. "As forças conservadoras querem obter por meios escusos aquilo que não conseguiram democraticamente: impedir a continuidade e o avanço do projeto de desenvolvimento e inclusão social liderado pelo PT", diz o texto. A carta também foi encaminhada a ex-governantes com os quais ele dialogou durante seu período na presidência."Em oito anos no governo, Lula teve 168 encontros com chefes de estado e de governo em dezenas de países, recebeu governantes estrangeiros em 232 ocasiões, além de ter participado de 84 reuniões de cúpula multilaterais. Entre 2011 e 2015, Lula participou de 132 encontros com governantes e ex-governantes, mantendo sua intensa agenda de diálogo internacional", diz texto publicado no site de Lula.Leia abaixo a íntegra da carta:                                                               São Paulo, 25 de agosto de  2016.Caro Presidente,Dirijo-me ao senhor para informá-lo da gravíssima situação política e institucional que vive o Brasil, país que tive a honra de presidir de 2003 a 2010.Tomo a liberdade de escrever-lhe em nome do respeito e da amizade que existe entre nós, pelos quais sou muito grato.Orgulho-me de ter conseguido, apesar da complexidade inerente às grandes democracias e dos problemas crônicos do Brasil, unir o meu país em torno de um projeto de desenvolvimento econômico com inclusão social, que nos fez dar um verdadeiro salto histórico em termos de crescimento produtivo, geração de empregos, distribuição de renda, combate à pobreza e ampliação das oportunidades educacionais.Por meios pacíficos e democráticos, fomos capazes de tirar o Brasil do mapa da fome no mundo elaborado pela ONU, libertamos da miséria mais de 35 milhões de pessoas, que viviam em condições desumanas, e elevamos outras 40 milhões a patamares médios de renda e consumo, no maior processo de mobilidade social da nossa história.Em 2010, como se sabe, fui sucedido pela Presidenta Dilma Rousseff, também do Partido dos Trabalhadores, que havia dedicado sua vida à luta contra a ditadura militar, pela democracia  e pelos direitos da população pobre do nosso país.Mesmo enfrentando um cenário econ&...

Blog do Tsavkko

PT busca usar as ruas para salvar “legado” de Dilma

O PT jogou bem. Livraram Cunha e ainda contam com apoio da esquerda, até de racha do PSTU. Vão cozinhar até 2018 pra volta do Messias. O PT agora tem sua mártir. Permanece no jogo, segue jogando sujo, mas tem uma legião agora pra empunhar bandeira.Será que é suficiente pra dar uma volta em 2013? Cooptar todos ou pelo menos parte considerável daqueles que apanharam em Junho enquanto estes mesmos petistas apontavam e riam?Meu maior medo é esse, que o PT consiga agora não apagar, mas manobrar Junho a seu favor através da conquista da massa que saiu às ruas naquela época. Oras, se até Sininho e outros que foram presos políticos em 2013–14 passaram pro lado do partido nessa história de impeachment/golpe….A narrativa sendo vendida e, pior, sendo comprada, é a da Dilma que defende a democracia. É cuspir na história e nas vítimas do governo dela. É cuspir em 2013. Isso é loucura ou desonestidade, ou desonestidade tornada loucura.Em 2013 criminalizava manifestações, agora as usa para defender o PTA quantidade de pessoas que até 2 dias atrás eram críticos ácidos de Dilma e do PT e que hoje só faltam sair às ruas com bandeira da Dilma e colocar avatar da “Coração valente” é assustadora. Parece que deu tilt geral no cérebro das pessoas. Fora as cobranças, quem se exclui da narrativa é tratado como inimigo. Isso sem falar nos que se esconderam em 2013 (ou ativamente criminalizaram as lutas) e que agora saem para protestar como se nada tivesse acontecido, lado a lado com que foi vitimado pela mesma PM que antes apoiavam.O discurso de muitos é de que a democracia chegou ao fim em 31 de agosto de 2016, e que antes tudo estava lindo. A repressão começou ontem, antes era diferente. Os eventos de Junho de 2013 passam a ser normalizados, tratados como uma vírgula. A violência cotidiana e a total falta de democracia nas favelas (com direito a exército enviado pela “coração valente”) é mero detalhe. Foi a partir do impeachment que a democracia acabou.Eu não tenho nada contra quem quer achar que foi golpe, mesmo que eu discorde da leitura, mas daí a defender Dilma em si? Defender seu “legado” como se este tivesse alguma coisa positiva além de terra arrasada? O que está acontecendo? >...

Blog do Rafael Castilho

Golpe! Foi Golpe!

>GOLPE! Foi GOLPE! Sinto um gosto amargo na garganta. Uma tristeza pelo Brasil. Teremos que passar por mais isso.Quero agradecer ao Presidente Lula e a Presidenta Dilma por tudo que fizeram pelo Brasil. Redução da miséria extrema. Derrubar pela metade a mortalidade infantil. Só isso já seria o suficiente. São vidas humanas que foram resgatadas.Mas não foi só isso. O Brasil ganhou dignidade. Passou de uma nação corcunda e submissa para uma potência emergente. Que se apresentou ao mundo com dignidade. Que liderou um grande número de países que sonham com um mundo mais justo e de paz.Essa nação, ainda escravocrata, por algum momento olhou de verdade para os mais pobres. Fez a opção por aqueles que nunca tiveram vez nem voz. Que foram excluídos e esmagados.Ainda que para isso tenha sido feito a escolha (certa ou errada - a história dirá) de negociar uma trégua com esta elite atrasada. Essa escolha de costurar alianças com certa parte de elite que, esperava-se capaz de assumir um pacto pelo desenvolvimento do Brasil e passasse a aceitar a inclusão social como condição necessária para que todos pudessem crescer..Ainda que os interesses das elites tenham sido preservados, no que se refere aos grandes lucros. Ainda que o crescimento econômico e a inclusão de milhões de brasileiros no mercado de consumo tenham garantido ganhos imensos. Que os bancos só tenham aumentado seus lucros indecentes. Nada disso evitou que essa trégua acabasse.Nada menos que um governo absolutamente servil, essa elite aceita. Nada menos que um governo que se pareça com ela. Nada menos que um espelho desta elite suja e cruel se tolera no Palácio do Planalto. Não tem arrego! Não tem acordo! Voltemos para os anos 90, pois. Ainda que nosso país se veja atrofiado, desmanchado. Ainda que as indústrias fechem as portas que ainda restam abertas. Sim, ainda que os industriais do "Pato Amarelo" sejam apunhalados pelo novo governo, gozarão com alegria. Ainda que a classe média branca dos grandes centros urbanos brasileiros percam seus direitos, seus empregos, sua possibilidade de aposentadoria, seus apartamentos com varandas gourmet. Ainda que o Brasil entregue seu subsolo, sua chance de um futuro melhor, ainda que o SUS seja desmontado. Nada disso roubará o sorriso dessa gente tola em servir aos velhos senhores e não perder o privilégio, o status social e o protagonismo tão reivindicado desde que a "escória petista" assumiu o poder.Obrigado, Presidente Lula. Não esquecerei jamais daquela foto em que um menino negro e pobre toca sua barba. E o senhor se deixa tocar. Carregado nos braços pelo pai, o menino se reconhece no presidente. Pode tocá-lo. Pode também sonhar. Saber que é gente. Que pode chegar lá. Que não nasceu apenas para ser escravo. Obrigado, Presidente Lula. Minha vida efetivamente mudou muito. Minha vida e da minha família.Jamais perdoariam o que o senhor fez de melhor. Jamais perdoariam a eleição de Dilma. Uma guerrilheira que foi a candidata vencedora dos mais pobres por duas vezes. Uma mlher honesta e honrada que não se sobrou diante dos ladrões e aves de rapina. Jamais! Jamais aceitarão que um menino pobre possa sonhar em ser presidente. Querem destruir a sua imagem, justamente porque tentam apagar o que o senhor significa. Não conseguirão! Por muitos anos o senhor se manterá como um símbolo da luta dos mais pobres por dignidade.Por fim, esse país tão lindo e maravilhoso não merecia estar tão perto dos Estados Unidos da América. Daqui cinquenta anos (ou menos), talvez tenhamos outros relatórios nos dando conta de como esse golpe foi costurado. Talvez tenhamos outros tantos hipócritas pedidos de desculpas dos órgãos de imprensa por apoiar mais uma vez um golpe de Estado.É duro entrar nessa década sonhando com o futuro de um Brasil mais justo, sem fome e miséria, com desenvolvimento econômico e social e acordar nos dando conta que voltamos a ser uma rebubliqueta de bananas, com quarteladas, tapetões, presepadas e viradas de mesa. Com 54 milhões de votos jogados no lixo.Da nossa parte, mais valem as lágrimas da derrota por ter lutado por aquilo que acreditamos, do que a satisfação tola de quem sorri diante da tragédia de um país que mais...

Blog da Brauer

Introducing Content Options: An Easy New Way to Make Visual Changes to Your Site

We’re excited to announce a newly launched Customizer panel called Content Options. The Content Options section gives you an easy way to make small visual modifications across your site—like hiding the post date or displaying an excerpt instead of a full post, with no custom CSS needed! There are three main features for now: Blog Display: choose between displaying the full content of each post or an excerpt on the blog and category, tag, and date archive pages. A “default” option is also available for themes that mix excerpts and full posts based on post format. Author Bio: Hide the author bio on single posts. Post Details: Show or hide the post date, tags, or categories. You can see Content Options in action in this video: Check out the full support documentation to learn more about how these new theme options work. Not all the themes support all these features, but all new free themes will fully support Content Options. Here’s an extended list of themes that either fully or partially support Content Options: Apostrophe Baskerville Big Brother Boardwalk Button Canard Cubic Dyad Ecto Edin Forefront (premium) Franklin Gateway Gazette Goran Harmonic Hemingway Rewritten Libre Libretto Motif Penscratch Pictorico Pique Rebalance Revelar Rowling Sapor Sela Sequential Shoreditch Twenty Sixteen We also plan to add support for modifying other elements in the future, including the ability to hide featured images and author names. If you have more ideas, we’d love to hear from you!Filed under: Customization >...

Luis Nassif Online

As razões para não tratar o golpe como golpe

Categoria:  Entenda > Maior especialista em análises da opinião pública, com a ascensão das novas classes sociais, Renato Meirelles, ex-Data Popular, bem que alertou amigos da esquerda para não utilizarem o termo "golpe" no período inicial da tentativa de impeachment. A lógica era simples. Parte relevante dos que foram às ruas não endossavam de maneira alguma Michel Temer e a camarilha dos 6. Não eram de esquerda ou direita. Simplesmente não queriam mais Dilma Rousseff. Golpistas eram os que engendravam o golpe. Mas tratando como golpe, generalizava-se a acusação para os manifestantes, promovendo o seu afastamento na frente anti-Temer. Especialmente nos dias que se seguiram ao episódio dantesco da votação na Câmara, havia um boa possibilidade para a proposta de novas eleições. Foi o que ele tentou mostrar aos partidos políticos que apoiavam Dilma e aos próprios conselheiros da presidente. Obviamente, em vão. Agora, na Carta aos Brasileiros, provavelmente Dilma irá colocar a alternati...