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Ter, Mar

Altamiro Borges: Bolsonaro, o fujão, confessa a covardia

Política
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O fascistoide Jair Bolsonaro, que adora posar de valentão, pode sair da campanha eleitoral com a fama de covarde, de fujão. Após o lamentável episódio da facada em Juiz de Fora (MG), ele foi orientado pela equipe médica a ficar em repouso. Mesmo assim, ele participou de várias reuniões, tirou centenas de fotos com fanáticos seguidores e até ganhou espaços privilegiados na TV Record e em outras emissoras mercenárias. Por outro lado, já há vários indícios de que o candidato do PSL está usando de forma acovardada a mesma prescrição médica para evitar se expor nos debates. Nesta semana, dois jornais questionaram a jogada pusilânime. 

Por Altamiro Borges, presidente do Barão de Itararé

Segundo o Jornal do Brasil, em matéria intitulada “Bolsonaro admite não ir a debates por 'estratégia'”, o bravateiro já confessou a manobra. “‘Existe a possibilidade sim estratégica (de não ir a debate)’, afirmou em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 11. Jair Bolsonaro não participaria de debates e de agendas públicas de campanha até o dia 18 por recomendações médicas... Estavam programados um debate nesta quinta-feira, 11, na TV Bandeirantes, domingo, na TV Gazeta, em parceria com o jornal O Estado de S. Paulo, e na segunda-feira, no SBT. Todos foram cancelados pelos organizadores”. 

No mesmo rumo, a Folha questionou as desculpas do fascista. “Após receber alta do hospital Albert Einstein em 29 de setembro, o candidato Jair Bolsonaro fez sete transmissões ao vivo nas redes sociais, deu nove entrevistas à imprensa, gravou programas eleitorais e participou de evento com seus apoiadores no Rio de Janeiro. O candidato, porém, declinou o convite para participar de quatro debates marcados para o segundo turno... Médicos ouvidos pela Folha lembram que o ataque sofrido e as cirurgias pelas quais ele passou foram graves, e que cada paciente evolui de um jeito – uns mais lentamente do que outros. Eles dizem, porém, que do ponto de vista da recuperação médica, atividades como as executadas pelo candidato e uma eventual participação em debates não trazem grande chance de complicações. Não há risco de infecção ou abertura de pontos, por exemplo”. 

Ao mesmo tempo em que evita expor as suas ideias e propostas em debates, Jair Bolsonaro segue espalhando mentiras nas redes sociais e até mesmo nos seus programas eleitorais de rádio e tevê. Segundo informa a coluna Painel da Folha, o jogo é dos mais sujos. “Em busca de um nocaute, Jair Bolsonaro (PSL) não vai dar refresco a Fernando Haddad (PT) na propaganda que levará ao rádio. Todas as inserções do deputado têm pesadas críticas ao rival, a Lula e ao PT. Em uma das peças, o locutor diz que o Brasil tem dois caminhos, a direita e a esquerda, a quem acusa de querer liberar a maconha e o aborto – plataformas que Haddad não abraça. A Lava-Jato é amplamente explorada, assim como as visitas do adversário ao ex-presidente que está preso em Curitiba”.