Em coletiva, Manuela D'Ávila fala sobre candidatura, mídia e desafios colocados pelo golpe

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Por Felipe Bianchi

Pré-candidata à presidência da República, Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) esteve na sede do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé na manhã desta sexta-feira (1). Além de responder a questões sobre os retrocessos impostos pelo golpe no país, mídia e machismo, a deputada falou sobre sua candidatura e suas ideias para o Brasil.

“A melhor forma para contribuirmos no debate das eleições, para nós do PCdoB, foi apostar na construção de uma candidatura. É através dela que expressaremos nosso projeto e o que temos a dizer”, pontuou Manuela. Por isso, a deputada discorda de que sua candidatura poderia significar uma divisão em relação à possibilidade de Lula participar do pleito. “Defendemos o direito de Lula ser candidato. Ele não está acima da lei, mas também não está abaixo”.

Sobre a impopularidade de Michel Temer, cuja ascensão ao poder foi fruto de conluio parlamentar e judicial com os grandes meios de comunicação, Manuela faz a seguinte leitura: “A opinião do povo sobre o governo Temer se forma a partir do que o povo sente na pele. Mas a opinião do povo sobre nós [a esquerda] é construída midiaticamente. Por isso a importância de lutar contra o monopólio”.

Questionada sobre o caráter machista do golpe contra Dilma Rousseff, a deputada gaúcha se diz comprometida a dialogar com as mulheres do país sobre a questão de gênero e salienta que as mulheres são as principais atingidas pelas medidas antipopulares e pelas reformas promovidas pelo governo ilegítimo. “Quando me entrevistam sobre o assunto, geralmente me perguntam sobre saúde sexual ou violência doméstica. Nós, mulheres feministas, lutamos, sim, contra a violência de gênero, mas não somos só isso. Queremos discutir saídas para a crise e um projeto para o Brasil”.

Sobre a onda de ódio e intolerância em curso na sociedade brasileira, Manu concorda que, em sua cruzada contra a esquerda, a mídia hegemônica acabou chocando o ‘ovo da serpente’. “A imprensa está a serviço do discurso de ódio”, opina.

Assista à coletiva na íntegra:

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