Indígenas exaltam inclusão e ampliação da democracia na Venezuela

Ligado .

Por Felipe Bianchi, de Maracaibo/Venezuela

Para além da redução da desigualdade social através da distribuição da renda petroleira, a Venezuela logrou outras importantes conquistas que nem sempre estão no debate público sobre o país. Poder independente, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) é o pivô de um significativo avanço: ao longo das últimas duas décadas, o órgão foi peça chave para ampliar a participação popular nos processos de decisão política no país, dando um novo sentido ao voto.

Exemplo concreto desse processo é o empoderamento de comunidades indígenas em relação às eleições e referendos. Historicamente excluído e marginalizado, esse setor da sociedade venezuelana não foi esquecido no projeto iniciado pelo CNE há cerca de 18 anos. “Desde quando iniciou-se esse processo democrático, nossa participação enquanto população indígena tem sido muito ativa e eficiente”, relata Maria Machado. Indígena da etnia wayuú, Machado é trabalhadora do CNE no estado Zulia, oeste do país. “As portas foram abertas não só para nós, os wayuú, mas para toda a população indígena participar do processo eleitoral”.

Maria Angela Rodriguez, da etnia wayuú, fala com observadores internacionais em centro de votação no município de Mara, no estado Zulia. Foto: Felipe BianchiMaria Angela Rodriguez, da etnia wayuú, fala com observadores internacionais em centro de votação no município de Mara, no estado Zulia. Foto: Felipe Bianchi

Venezuela e Honduras escancaram dois pesos e duas medidas da mídia

Ligado .

Enquanto o povo hondurenho vai às ruas contra o golpe em curso no país, venezuelanos realizam, no domingo (10), sua terceira eleição em 133 dias

Por Felipe Bianchi, de Caracas, Venezuela

As ruas de Honduras foram tomadas pelo povo, que exige o respeito às urnas e à democracia após mais um episódio de golpe no país. Enquanto isso, na Venezuela, a população se prepara para votar pela terceira vez em 133 dias. O silêncio dos grandes meios de comunicação latino-americanos em relação ao que ocorre no país centro-americano contrasta com a demonização permanente da Venezuela e de Nicolás Maduro, escancarando o jornalismo de guerra e o papel de partido das classes dominantes jogado pela mídia.

Barão promove o curso "A comunicação para enfrentar os retrocessos"

Ligado .

A comunicação é uma ferramenta fundamental para travar a disputa de ideias na sociedade e fortalecer as lutas populares. Em tempos de golpe e graves retrocessos como o período atual, então, ela é imprescindível. Por isso, o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé promove o curso A comunicação para enfrentar os retrocessos. A atividade tem caráter nacional e ocorre nos dias 26, 27, 28 e 29 de março, na Escola do Dieese (Rua Aurora, 957) em São Paulo.

Pergunta do milhão: Como combater a intolerância e o preconceito na internet?

Ligado .

Por Renata Mielli (Secretária-Geral do Barão de Itararé), na Mídia Ninja

O ambiente em que o país mergulhou a partir de 2014 é refratário ao respeito aos direitos humanos – cada vez mais ridicularizados e ignorados por setores que perderam o pudor em se apresentar publicamente – e refratário à própria democracia. O objetivo de abreviar, mesmo que por intermédio de um golpe, o governo democraticamente eleito em 2014, aprofundou a polarização da vida política do país, amplificou o discurso do ódio e, consequentemente, a intolerância e a criminalização da política e dos movimentos sociais.

Mais artigos...