22 de julho de 2024

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Temos uma base amadora que governa o Brasil?

mídia golpistaO ano mal começou e já estamos diante de uma sangrenta disputa eleitoral… Na face do Brasil são golpeados editorias pela direita, telejornais pelas costas e calunistas, que a única coisa que sabem fazer, é empreender golpes tão baixos que fazem os apaixonados pela profissão tremerem irados com o que leem, assistem ou ouvem.

A mais nova é: Temos uma amadora no poder que tem um propósito: transformar o Brasil em uma Venezuela (acho que eles deram um descanso para a velha e aguerrida Cuba, santo Mais Médicos).

Quais os argumentos (se forem leitores assíduos, constatarão que os mesmos escritos em 2003, 2004, 2005…2013) para justificar tal amadorismo: Inflação, apagão, crescimento/PIB, aparelhamento, etc.

Comecemos pelo crescimento:

Jornalões: “Para 2014, as estimativas para o crescimento do PIB [Produto Interno Bruto] do país fique em torno de 1,5%, a afirmação está baseada na opinião de um grande e renomado economista (qual?)

Nosso Pitaco: De acordo com o Banco Central, que segundo dizem os espertalhões, reúne os melhores no assunto, crescemos, em 2013, 2,52%. Para 2014, a previsão é de manutenção desse índice.

Se formos um pouquinho além, ou seja, nos perguntarmos como está o mundo. Como está?

crescimento

 

Pesquisa publicada pelo Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostra como foi o crescimento econômico do país que permitiu e sua posição em mundo que vive uma das maiores crises do capitalismo. A seta pequena indica onde ele deveria estar, se mantidas as taxas de crescimento anteriores a 2007 (início da crise) e a barra azul o quanto de fato cresceu.

Agora o assunto é apagão:

Jornalões: “Com a ausência das chuvas, os reservatórios estão com níveis cada vez mais baixos, isso preocupa e sinaliza o perigo de apagão”, esse foi um dos leads de um jornal de grande circulação em 06 de janeiro de 2013. Se abrirmos esse mesmo jornal neste lindo domingo nublado de 16 de fevereiro de 2014, encontraremos o mesmo texto. Pelo menos confirmamos a fidelidade do jornal em defender sua opinião.

Nosso Pitaco: Nota publicada pelo Ministério de Minas e Energia, nesta quinta-feira (13), esclareceu a situação.

Como em 2013 e para desespero dos urubológos de plantão, o ministro Lobão repetiu a declaração de que “a capacidade de geração atual [capacidade energética], associada às expansões que ocorrerão ao longo de 2014, o sistema apresenta-se estruturalmente equilibrado, com sobras, em termos de balanço energético, considerando-se tanto o critério probabilístico (riscos anuais de déficit), como as análises com as séries históricas de vazões, para o atendimento de uma carga prevista para 2014, da ordem de 67.000 MW médios de energia. Considerando o risco de déficit de 5% (critério estabelecido pelo Conselho Nacional de Política Energética – CNPE), há uma sobra de 6.200 MW médios, equivalente a 9% da carga prevista”.

Agora o melhor, a inflação:

Jornalões: Como uma ladinha cristã, eles entoam: “Precisamos apresentar os reais números da economia. Chega de maquiagem. Precisamos implementar uma política de estabilidade. Não é receita, é o requesito mínimo para conter uma degradação maior das condições econômicas”.

Nosso Pitaco: Voltamos ao velho e desmoralizado choque de gestão, quem me disse foi um mineiro, bruto que só um rolo de arame. Vamos aos números do IBGE (sempre achei que o IBGE fosse uma fonte segura. Os acadêmicos estão perdidos):

“A inflação é uma arma utilizada pela imprensa conservadora que com falsas manchetes comparavam a realidade de 2013 com a vivida na virada da década de 1980/1990”. Essa avaliação é do economista e pesquisa da UFRJ João Sicsú.

O economista, com nome e sobrenome, também afirma “o resultado da inflação no Brasil tem sido de uma inflação moderada e que está sob controle. IBGE divulgou a inflação de janeiro: 0,55%. Foi uma taxa muito inferior a inflação de janeiro de 2013, que tinha sido 0,86%. Assim, a inflação acumulada em 12 meses retomou a trajetória de queda após o repique de dezembro”.

 

inflação real no brasil

O que me dizem?

Por Joanne Mota, no Blog Pitaco do Dia