22 de julho de 2024

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Marcha das Margaridas 2023: mídia alternativa entrevista organização nesta quarta (9)

Comunicadores populares e jornalistas da mídia alternativa participam, nesta quarta-feira (9), de uma coletiva de imprensa com lideranças que organizam a 7ª Marcha das Margaridas, agendada para os dias 15 e 16 de agosto, em Brasília/DF. A partir das 17h, Mazé Morais (Secretária de Mulheres Trabalhadoras Rurais da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) e coordenadora-geral da Marcha das Margaridas, além de Aristides Santos presidente da Contag, falarão sobre a preparação do evento que é um do mais tradicionais do calendário de lutas e manifestações brasileiras.

A coletiva contará com a participação dos seguintes veículos: CartaCapital, ICL Notícias, Jornal GGN, Viomundo e Brasil 247. A transmissão é feita pelo canal do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, que promove a coletiva.

Segundo a Contag, responsável pela coordenação do evento que acontece a cada quatro anos e conta com a participação de diversas entidades do movimento social, o lema da edição de 2023 será “Pela Reconstrução do Brasil e do Bem Viver”. Espera-se a participação de mais de 100 mil pessoas, nesta que é a maior ação política de mulheres do campo, da floresta e das águas e das cidades da América Latina.

No dia 21 de junho, a organização entregou ao governo federal a pauta com suas reivindicações, composta por 13 eixos temáticos, como democracia participativa e soberania popular, poder e participação políticas das mulheres, vida livre de todas as formas de violência, além do combate ao racismo e ao sexismo.

Margarida Maria Alves

A Marcha das Margaridas é inspirada na trabalhadora rural nordestina e líder sindical Margarida Maria Alves, que presidiu o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande (PB) por 12 anos e foi assassinada em agosto de 1983 por lutar pelos direitos das trabalhadoras.

“Nós nos guiamos pelos princípios do feminismo anticapitalista, antirracista e antipatriarcal. Um feminismo que valoriza a vida, vinculado à defesa da agroecologia, dos territórios, dos bens comuns e da soberania e autodeterminação dos povos”, enfatiza a secretária de Mulheres da Contag e coordenadora-geral da Marcha das Margaridas, Mazé Morais.