29 de abril de 2026

Agência ComunicaSul retorna à Colômbia para cobrir eleições presidenciais em maio

Fotografias da cobertura da ComunicaSul na eleição colombiana de 2018

Coletivo acompanhará disputa candidatura do progressista Iván Cepeda com os nomes da ultradireita financiados por Trump e pelo narcotráfico

A Agência ComunicaSul de Comunicação Colaborativa retorna à Colômbia em maio para cobrir o processo eleitoral à presidência e ao Congresso Nacional, a fim de informar sobre o que é ocultado pela grande mídia, a serviço do imperialismo estadunidense.

Constituído há mais de 10 anos, o coletivo já se fez presente nas principais eleições e manifestações sociais da América Latina, contribuindo com reportagens para sites como Barão de Itararé, Hora do Povo, Vermelho, Diálogos do Sul, Correio da Cidadania, Brasil de Fato e Fórum, fortalecendo a análise crítica e os laços de integração e amizade entre os nossos países e povos.

No caso da Colômbia, tem divulgado as inúmeras conquistas sociais do governo de Gustavo Petro (2022-2026), iniciativas que vêm sendo manipuladas e acobertadas para que não sirvam de referência e estímulo.

Avanços do Pacto Histórico

Em 2026, com o Pacto Histórico (movimento de Petro e seu candidato à presidência Iván Cepeda), o aumento do salário mínimo foi recorde, alcançando 23,7% (R$2.189,00), contra uma inflação de 5,2%, enquanto a jornada de trabalho foi reduzida de 48 para 42 horas semanais. Foram garantidos nos últimos quatro anos estabilidade e direitos a trabalhadores que haviam sido marginalizados e submetidos durante décadas a condições precárias. A candidata à vice-presidente, Aída Quilcué, é uma liderança indígena, defensora dos direitos humanos, que teve seu marido assassinado em 2008 por mercenários do mandatário Álvaro Uribe (2002-2010). Mais de 700 mil hectares já foram sido incorporados ao Fundo Nacional de Terras para fins de reforma agrária, desmantelando as grandes propriedades improdutivas, fonte de violência, narcotráfico e desigualdade. 

Essas são verdades e transformações essenciais, que as candidaturas ultraneoliberais e de extrema-direita de Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia – sustentadas por Trump e pelo narcotráfico – tentarão apagar na presidência. 

“Pelo impacto que terão no processo eleitoral brasileiro, será de suma importância acompanharmos de perto tais acontecimentos, denunciar as artimanhas golpistas e a viralização de fakenews, assim como destacar a relevância da unidade para derrotar qualquer retrocesso”, avalia o jornalista Caio Teixeira, da coordenação do coletivo.

Como assinala Leonardo Wexell Severo, colaborador da Diálogos e redator internacional do Hora do Povo, “este é um momento imprescindível para se fazer presente no país de Gabriel García Márquez”. Severo acompanhou pelo coletivo o primeiro e o segundo turnos em 2022, e se fez presente em Chicoral no “Pacto pela Terra e pela Vida para acelerar a reforma agrária”, em fevereiro de 2025,  junto às 2.800 lideranças camponesas, indígenas e afrodescendentes. “Estamos às vésperas do processo eleitoral brasileiro e um resultado positivo no país irmão servirá como resposta contundente à ingerência de Trump”, aponta.

Entrevistas de destaque

Entre as principais entrevistas realizadas pela ComunicaSul na Colômbia está a do hoteleiro Álvaro Cabrera Durán, que contou ter sofrido torturas, e denunciou os assassinatos de mais de 300 clientes do seu hotel durante os governos fascistas; a de dona Blanca Díaz, fundadora do Movimento Nacional de Vítimas de Crimes do Estado, que teve a filha comunista estuprada e executada aos 15 anos de idade por oito paramilitares; e a do encontro de representantes católicos, protestantes, metodistas, islâmicos, budistas e menonitas, que divulgaram um manifesto contra o terrorismo de Estado e em defesa do processo democrático. 

Mais recentemente, o coletivo alertou sobre as ameaças contra a vida da liderança social e ativista dos direitos humanos Ingrid Bernal por esquadrões da morte de Bogotá.

Breve histórico

Desde  a  estreia  da  ComunicaSul  na  histórica  eleição  de  Hugo  Chávez,  na Venezuela, em 2012, o coletivo realizou inúmeras coberturas como a da implantação da Lei de Meios de Comunicação  na  Argentina  (2012);  eleições  equatorianas (2013); processo eleitoral na Bolívia (2014); golpe de Estado contra o presidente boliviano Evo Morales (2018); impactos da previdência privada no Chile (2019); eleições presidenciais na  Argentina  (2019);  eleições  gerais  no  Chile  (2021),  na Colômbia (2022) e no Equador (2023). Além  destas,  também  acompanhou  processos  de  mobilização  popular  em  El Salvador,  Guatemala,  Honduras e Paraguai, sempre focando  no protagonismo dos movimentos sociais. 

Cotrnibua:

PIX 10.511.324/0001-48

CNPJ da Papiro Produções