
O Canal do Barão recebeu, na última terça-feira (23), o pré-candidato ao governo do Espírito Santo pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Helder Salomão, para uma sabatina com veículos de mídia independente. A atividade integra a série Barão nas Eleições 2026, iniciativa que promove entrevistas coletivas com candidaturas progressistas aos governos estaduais, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.
Deputado federal em seu terceiro mandato e o mais votado do Espírito Santo nas eleições de 2022, com mais de 120 mil votos, Helder Salomão apresentou suas propostas para o estado e fez críticas aos projetos defendidos pela direita.
Helder defendeu um modelo de gestão que combine equilíbrio fiscal com participação popular e inclusão social. Embora reconheça os avanços do Espírito Santo na área econômica, argumentou que os bons indicadores financeiros precisam estar acompanhados de resultados concretos para a população. “Não basta ter nota A no Tesouro Nacional. É preciso ter Nota A nas políticas públicas”, disse.
Como exemplo, citou sua experiência à frente da Prefeitura de Cariacica, onde, segundo ele, foi possível conciliar responsabilidade fiscal com investimentos sociais e mecanismos de participação popular.
Helder defendeu o protagonismo de professores, estudantes e comunidades escolares na condução do processo educacional e criticou a presença de agentes de segurança na gestão pedagógica das escolas.
Ele manifestou posição contrária às escolas cívico-militares e ao homeschooling. Para ele, a educação exige a convivência coletiva e a presença do professor em sala de aula. Também criticou o movimento Escola sem Partido, afirmando que seus defensores buscam impor uma visão única de mundo e restringir o pensamento crítico.
Na área do trabalho, Helder defendeu o fim da escala 6×1 e a redução da jornada sem redução salarial. Segundo ele, a medida contribuiria para a geração de empregos de melhor qualidade e garantiria mais tempo para o convívio familiar, o estudo e o lazer dos trabalhadores.
Helder também questionou a ideia de que instituições como os Institutos Federais e a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) devam se limitar à formação de mão de obra para o mercado de trabalho. Para ele, a educação profissional precisa estar associada à formação humana, cidadã e crítica.
Além disso, apontou a necessidade de incorporar novas tecnologias ao desenvolvimento econômico regional, ampliando oportunidades e aproximando a população dos avanços produtivos.
Assista a íntegra da entrevista coletiva com Helder Salomão: