7 de agosto de 2026

Em Cuba, ALBA Movimentos debate plano de luta para os próximos quatro anos

Teve início em Havana, Cuba, a IV Assembleia Continental da ALBA Movimentos. De 6 a 9 de agosto, 188 delegados, vindos de 27 países, se reúnem para fortalecer a luta anti-imperialista no ano do centenário de nascimento do Comandante Fidel Castro Ruz.

Da Página do MST

Durante o ato de abertura, a Assembleia contou com a presença de Miguel Díaz Canel Bermúdez, primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba; Bruno Rodríguez Parrilla, chanceler da República de Cuba; Manuel Marrero Cruz, primeiro ministro da República de Cuba; Herói da República de Cuba Gerardo Hernández Nordelo, e dirigentes do capítulo cubano de movimentos populares.

A manhã deste primeiro encontro foi dedicada a debater as principais características, desafios e alternativas frente a atual ofensiva imperialista sobre o Sul Global, e os temas do debate foram apresentados por Stephanie Weatherbee, da Secretaria da Assembleia Internacional dos Povos, que durante sua intervenção expressou a maneira como os Estados Unidos enfrentam a crise de hegemonia a nível global, e como nosso trabalho político vai determinar se seremos espectadores desta batalha, se seremos reforço do imperialismo estadunidense, ou se seremos construtores de nosso próprio destino e defensores da nossa soberania.

Manuel Bertoldi, membro da Coordenação Política da ALBA Movimentos, reforça que a crise do sistema capitalista apresenta riscos aos modelos liberais que são incapazes de resolver as necessidades das grandes populações, e garantiu que haverá uma correlação de forças profundas com os movimentos populares do continente, movimentos em defesa do território, mulheres, estudantes e camponeses, “é preciso se unir, se apaixonar, o amor à vida deve se contrapor ao ódio”, destacou.

O representante da Juventude Palestina em Cuba, Murid Abukhater, médico formado pela ELAM, expressou que o genocídio em curso orquestrado pelo estado assassino de Israel é uma operação de “assassinatos coletivos, porque a guerra cibernética e os instrumentos diplomáticos e mediáticos são todos parte de uma estratégia de administração de conflito na Palestina”.

A IV Assembleia reafirma que o direito de Cuba de existir, decidir e viver sem tutelas é também um direito de todos os povos do Sul Global. Receber os movimentos populares na ilha é reconhecer que Cuba é um projeto que guia esta articulação porque escolhe, porque cria e porque seu povo não vai renunciar a suas conquistas.

Um dos pilares da ALBA é a solidariedade internacional, que marca seu princípio internacionalista, e esse marco se fortaleceu durante os dias 3 e 4 de agosto, no Centro Memorial Martin Luther King, em Havana, durante a reunião da Coordenação Política da ALBA Movimentos, realizada previamente à IV Assembleia.

Joel Suárez, membro da organização ecumênica cubana de inspiração cristã, Martín Luther King, expressou que “para a ALBA Movimentos, a solidariedade com o povo e o processo revolucionário cubano é um pilar fundamental. Portanto, foi uma decisão unânime realizar esta reunião de trabalho aqui, principalmente frente às condições adversas que nós, cubanos, estamos vivendo.”

Foto: Pedro Pablo Chaviano