
Donald Trump segue perseguindo de forma implacável a mídia nos EUA – mas o jornal Folha de S.Paulo, que adora rotular de ditadores os governantes contrários ao império decadente, ainda evita chamar o presidente ianque de ditador. Nessa sexta-feira (18), ele anunciou que baniu da Casa Branca três veículos de imprensa: CNN, MS NOW e Politico. Em postagem nas redes sociais, o fascista afirmou que a decisão já entrou em vigor e classificou os três órgãos de corruptos e mentirosos.
Por Altamiro Borges / Blog do Miro
A CNN é uma das principais redes de televisão dos EUA. A MS NOW é um canal de notícias por assinatura e o site Politico é especializado na cobertura política. A ordem de banimento dos três veículos representa mais um golpe na liberdade de expressão no país, que ainda é tratado pela mídia brasileira com complexo de vira-lata como expressão da democracia no mundo.
Na mesma postagem, Donald Trump ainda ameaçou barrar jornalistas de outros órgãos de imprensa caso publiquem o que ele considera “fake news”. “Os veículos de comunicação não deveriam poder escrever ou noticiar constantemente ficção ou mentiras quando estão cobrindo o presidente dos Estados Unidos, o governo Trump ou os Estados Unidos da América”, rosnou o ególatra truculento.
Ataques à imprensa desde a volta ao governo
Como destaca o site g1, “essa não é a primeira vez que Trump tenta dificultar o acesso de jornalistas à cobertura presidencial. No ano passado, a Casa Branca determinou que a agência de notícias Associated Press seria barrada em eventos no Salão Oval e em voos no Air Force One. A medida foi adotada porque a AP se recusou a adotar o termo ‘Golfo da América’ para se referir ao Golfo do México”.
“Desde que Trump voltou à Casa Branca, o governo passou a escolher quais jornalistas teriam acesso direto ao presidente, abandonando um sistema que durante anos ficou sob responsabilidade de uma entidade independente. Pelo modelo tradicional, um grupo rotativo de jornalistas era definido por uma associação para garantir que diferentes veículos tivessem acesso ao presidente. A equipe de Trump também criou um assento de ‘novas mídias’ na sala de coletivas, destinado a podcasts, newsletters e veículos digitais” – todos ligados ao trumpismo.
A perseguição à imprensa ocorre desde o início do segundo governo do fascista. Em fevereiro de 2025, a Casa Branca impediu que repórteres da Reuters, da Associated Press e de outros veículos cobrissem a primeira reunião de gabinete presidencial. “Na época, a imprensa norte-americana afirmou que restringir o acesso de jornalistas a eventos envolvendo o presidente violava a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que garante a liberdade de expressão”, descreve o site g1. Trump nem deu bola e segue atacando a imprensa. Será rotulado de “ditador” pela Folha e outros veículos venais da mídia brasileira?