22 de julho de 2024

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Jovem Pan demite jagunços para se salvar

A Jovem Pan – também apelidada de Jovem Klan por suas posições de extrema-direita e por difundir fake news e estimular o ódio e a violência na sociedade – está desesperada. Neste final de semana, a emissora de rádio e televisão demitiu mais alguns dos seus famosos jagunços midiáticos. Entre eles, o pateta Rodrigo Constantino, o neto de ditador Paulo Figueiredo e a gusana anticubana Zoe Martinez.

Altamiro Borges

Os três já tinham sido “afastados” na semana retrasada, conforme revelou o site NaTelinha. A medida diversionista foi tomada “por conta do processo que o Ministério Público Federal está movendo contra o canal. A instituição instaurou inquérito para apurar a má conduta da emissora”. O quadro se agravou com o apoio de seus jagunços aos atos de terrorismo bolsonarista em Brasília no fatídico 8 de janeiro.

Como a tentativa de abafar o caso não vingou, a Jovem Pan agora expele os hidrófobos comentaristas. Como enfatiza o site NaTelinha, “demitir nomes ligados ao bolsonarismo foi o segundo passo da Jovem Pan para tentar afastar a possibilidade de uma punição grave, como a perda da concessão”.

A renúncia do famigerado Tutinha

“O primeiro passo dado para evitar maiores problemas com o Ministério Público foi a renúncia de Antônio Augusto Amaral de Carvalho Pinto, o Tutinha. O empresário deixou a presidência da emissora um dia após o canal ser acusado de defender as manifestações golpistas ocorridas em Brasília”.

Segundo apurou o site, “nos bastidores da JP especula-se que esse movimento foi uma tentativa de blindar o grupo e a família Carvalho, que vem se envolvendo em diversas polêmicas relacionadas ao apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro”. Será que essas demissões e renúncias salvarão a Jovem Klan?

A cassação da concessão pública

O especialista em mídia Ricardo Feltrin garante no site UOL que a “autuação do Ministério Público Federal contra o Grupo Jovem Pan é o primeiro passo de uma longa investigação que, no extremo, poderá levar à cassação da concessão de rádio do grupo. Empresas privadas como o Google (dono do YouTube), onde a emissora replica seu conteúdo, também podem tomar medidas contra a emissora”.

A notificação do MPF foi entregue na segunda-feira passada (9) na sede do grupo, na Avenida Paulista. Assinada pelo procurador Yuri Corrêa da Luz, ela afirma que há inúmeras provas de que a emissora “espalhou fake news, excedeu suas liberdades de expressão e promoveu ações sistemáticas (…) que engendram desordem informacional ou de caos informativo, com potenciais efeitos danosos para compreensão da população”.