6 de janeiro de 2026

Capitais do Brasil terão atos contra a escalada militar dos EUA e em solidariedade à Venezuela

Diante do sequestro do Presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cília Flores, os movimentos populares, centrais sindicais e demais forças organizadas da esquerda brasileira uniram-se em solidariedade ao povo venezuelano. Eles destacaram a dimensão inédita do ataque, possível apenas pela capacidade bélica dos Estados Unidos. Neste domingo (4), uma ampla reunião que congregou esses setores — incluindo organizações da juventude, entidades sociais e representações políticas diversas — foi convocada para organizar atos em várias capitais do país. A pauta centrou-se na solidariedade à Venezuela e no repúdio à escalada militar promovida por Donald Trump.

A mobilização tem como eixo central a denúncia da agressão imperialista dos Estados Unidos, que representa uma ameaça não apenas à soberania venezuelana, mas à estabilidade e à autodeterminação de toda a América Latina. As organizações reafirmam o compromisso histórico da região como Zona de Paz e rejeitam qualquer forma de intervenção militar ou ingerência externa.

As entidades também denunciam o sequestro ilegal do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, caracterizando o episódio como um ato de guerra e uma violação brutal do direito internacional. As falsas acusações levantadas contra as autoridades venezuelanas servem apenas como pretexto para legitimar a violência e retomar o controle sobre as riquezas naturais do país – em especial o petróleo.

Outro ponto central da mobilização é a denúncia da máquina de guerras e de mentiras dos Estados Unidos, que adota práticas terroristas em consonância com uma longa campanha midiática internacional de criminalização e difamação do governo venezuelano.

A reunião contou com a participação de representantes direto de Caracas, que trouxeram relatos diretos sobre a gravidade do ataque. Hernán Vargas, do Movimiento Pobladores y Pobladoras e da coordenação política da Alba Movimientos, afirmou que não houve golpe militar, mas sim sequestro, segundo ele, neste momento “os povos do mundo são a extensão da força e da capacidade de resistência do povo venezuelano”.

Já Carlos Ron, ex-vice-ministro das Relações Exteriores da Venezuela para a América do Norte e pesquisador do Instituto Tricontinental, enfatizou que o governo venezuelano não foi derrotado, rechaçando a narrativa de divisão interna. Para ele, o ataque deve ser compreendido como “uma agressão externa de grande magnitude, estranha à cultura política venezuelana, e que exige solidariedade internacional e respeito à soberania do país”.

As organizações também decidiram pressionar o Estado brasileiro para que se manifeste oficialmente, por meio de seus poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, bem como pelos canais diplomáticos, condenando a agressão imperialista e expressando solidariedade ao governo e ao povo da Venezuela.

Os atos públicos buscam fortalecer a solidariedade internacionalista, romper o cerco informacional e afirmar que a defesa da Venezuela é parte da defesa da soberania do Brasil e da América Latina. Confira a lista de atos confirmados:

Agenda de atos (em atualização):

  • 04/01
  • Porto Alegre – Redenção – 15h
  • Curitiba Praça João Cândido – 15h
  • 05/01
  • São Paulo – Consulado EUA – a partir das 16h
  • Rio de Janeiro – Cinelândia – 16h
  • Brasília – Museu Nacional – 17h
  • Salvador – Praça da Piedade – 16h
  • São Luís – Praça Deodoro – 16h 
  • Belo Horizonte – Praça Sete – 17h
  • Porto Alegre – Consulado EUA – 17h
  • 06/01
  • Recife – Consulado EUA – 16h  
  • 08/01
  • Fortaleza – Praça do Ferreira – 15h