
O Instituto Clima de Política lançou a quarta edição da plataforma Vote pelo Clima para as eleições gerais de 2026. A ferramenta reúne candidaturas de diferentes partidos comprometidas com o combate à crise climática e a defesa do meio ambiente.
A iniciativa conta com o apoio de mais de 60 organizações da sociedade civil. O objetivo é aproximar o eleitorado de propostas voltadas para a transição ecológica e a justiça socioambiental.
Critérios e compromissos exigidos
O cadastro na plataforma é gratuito e aberto a candidaturas de todo o país. Para integrar a listagem, os participantes passam por uma checagem que confirma a validade do registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O processo exige que a candidatura não tenha histórico de crime ambiental nem histórico de propagação de discurso de ódio. Os candidatos também precisam assumir compromissos formais com a democracia, os direitos humanos e a justiça climática.
Cada candidato pode apresentar até cinco propostas vinculadas a vinte áreas temáticas. Entre os eixos cobertos estão meio ambiente, saúde, educação, energia renovável, mobilidade urbana, moradia, agricultura e redução de desastres.
Prejuízos crescentes e impacto nas urnas
O lançamento ocorre em um momento de aceleração das perdas econômicas e humanas provocadas por eventos extremos no país. Segundo a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), os prejuízos causados por desastres saltaram de R$ 8,5 bilhões em 2013 para R$ 732,2 bilhões em 2024.
No mesmo período, prefeituras de 5.279 municípios expediram mais de 70 mil decretos de emergência ou estado de calamidade pública. O cenário expõe a necessidade de respostas institucionais e de recursos públicos direcionados à prevenção e adaptação climática.
Desde a sua criação em 2020, o projeto mobilizou mais de 1.700 candidaturas, das quais 190 foram eleitas. Para o pleito deste ano, a ferramenta disponibiliza materiais educativos para auxiliar a decisão informada do eleitorado antes da votação.
A coordenadora de comunicação do Instituto Clima de Política, Samantha Costa, destaca que o período eleitoral é o momento central para pautar as transformações necessárias no país. As eleições gerais estão marcadas para 4 de outubro.