14 de outubro de 2026

Kassio e Mendonça censuram petroleiros e CUT

O presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, e o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) Imagem: Antonio Augusto (Divulgação TSE) /

Os dois ministros bolsonaristas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques e André Mendonça, estão endiabrados. Eles realmente se transformaram em “pixulecos eleitorais” de Flávio Bolsonaro, conforme expressão disparada por Gilmar Mendes em uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF). Eles não estão perdoando nem publicações de entidades sindicais em apoio à reeleição de Lula.

Por Altamiro Borges / Blog do Miro 

Nesta sexta-feira (9), o presidente do TSE, já apelidado de “Kassio do Vorcaro” por suas “relações prostituídas” com o dono do Banco Master, proibiu a distribuição do jornal Petróleo dos Brasileiros, editado pelo Sindipetro Unificado de São Paulo e apoiado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP). Às pressas, ele atendeu a um “pedido de tutela” apresentado pela campanha de Flávio Rachadinha.

Com o título “Eleição 2026: o que cada projeto defende para o Brasil?”, o jornal simplesmente reuniu informações sobre medidas adotadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro contra à Petrobras e a categoria. “Fatos já amplamente noticiados na ocasião”, destacou a entidade sindical. Entre os pontos abordados, a edição citou a venda de várias refinarias da estatal e da BR Distribuidora – operação criminosa que retirou a empresa do setor de distribuição de combustíveis.

Grave ataque à liberdade de expressão

No seu despacho monocrático, o censor Kassio Nunes determinou a interrupção da distribuição dos exemplares impressos, a retirada do arquivo do site e o fim da difusão do conteúdo nas redes digitais. Diante desse absurdo, a coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira, afirmou que a medida é um “grave ataque à liberdade de expressão e ao direito de informar a população. É dever dos sindicatos fornecer informações fidedignas a seus filiados, a fim de que possam conhecer projetos, comparar propostas e decidir pelo melhor para o país e para os brasileiros”.

Já André Mendonça, que é vice-presidente do TSE, havia ordenado na semana passada que a Central Única dos Trabalhadores (CUT) retirasse da sua página do Instagram cinco publicações com críticas a Flávio Bolsonaro. O “terrivelmente evangélico” justificou a censura com base na “aparente ilicitude da veiculação de propaganda eleitoral no perfil institucional de pessoa jurídica”.

Imagem gerada por Chatgpt

As cinco postagens censuradas abordavam temas de interesse público, como as relações políticas do candidato, suas propostas econômicas e seu programa de governo para trabalhadores e aposentados. Uma das postagens associava Flávio Rachadinha ao “Escritório do Crime” do Rio de Janeiro, denunciando suas relações com o miliciano Adriano da Nóbrega e com a morte da vereadora Marielle Franco.

As postagens também incluíam críticas à posição do candidato sobre o Pix, com o argumento de que ele cederia a pressões dos EUA, e sua sabotagem à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala de trabalho 6×1. Além de pedir a retirada das postagens, a campanha do fascista também tentou obter uma ordem para impedir a CUT de divulgar novos conteúdos semelhantes. André Mendonça, porém, rejeitou a “censura” de publicações futuras, o que seria muito descarado!