Em novo ataque a jornalistas, Bolsonaro rejeita 'auxílio-modess' e diz não ser negacionista

Política
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Emendando o feriado de 12 outubro no Guarujá, litoral Paulista, Jair Bolsonaro (Sem partido) atacou jornalistas, ironizou repórteres e incitou apoiadores a atacarem a imprensa ao ser abordado para perguntas na manhã desta segunda-feira (11).

Ao menos duas vezes, Bolsonaro levantou a voz contra repórteres em claro sinal de irritação. Em uma das ocasiões, ele participou para cima da jornalista que falou sobre os 600 mil mortos pela Covid-19.

Por Plínio Teodoro, na Revista Fórum

“Qual país não morreu gente? Qual país não morreu gente? Responda! Deixa de ser… Olha, não venham me aborrecer aqui”, atacou, mandando os jornalistas “saírem do quadradinho de vocês” e sendo aplaudido por apoiadores.

Na sequência, ele se irritou ao ser deparado com a informação de negar os efeitos da vacinação. “Não me chame de negacionista. Só em dezembro, via medida provisório, foi um checão de R$ 20 bilhões para comprar vacina. Então não reclame”, retrucou.

Ao se dirigir aos jornalistas, o presidente foi irônico: “não é imprensa, querida, isenta”, afirmou, voltando a atacar ao ser indagado sobre o “projeto modess”, sobre a lei da saúde menstrual, que prevê doação de absorventes a mulheres em situação de vulnerabilidade.

“Você sancionaria no meu lugar o auxílio Modess? Você sancionaria? Responda”, gritou com a jornalista. “Aprendeu na faculdade a não responder, né? Responda?”, aumentou o tom. “Você sancionaria ou vetaria o auxílio modess?”, insistiu.

Antes de deixar o local, Bolsonaro ainda quis dar uma lição aos jornalistas, incitando ainda mais os apoiadores, que já haviam atacado os repórteres no início da entrevista.

“Vocês têm um papel enorme, mas não aprenderam a trabalhar ainda”, disse.